Grupo Big Brasil protocola pedido de IPO

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O Grupo Big Brasil, que opera a rede de varejo alimentício anteriormente controlada pelo Walmart, pediu registro de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês).

No prospecto, a empresa informou que pretende realizar oferta primária (com emissão de novas ações) e secundária (com venda de ações dos atuais sócios).

Os acionistas vendedores na tranche secundária são a Advent por meio do fundo de investimento Momentum (81,14%) e o Walmart com 18,86%.

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A oferta será coordenada pelo Itaú BBA, Bank of America, BTG Pactual, Credit Suisse, Bradesco BBI e J.P. Morgan.

Conforme o Grupo Big Brasil, os recursos captados na oferta primária serão destinados para aberturas de novas lojas de atacado e postos de combustível; conversão de lojas de varejo em lojas de atacado; reformas de lojas existentes; e
investimentos em sistemas de TI e outros projetos.

A faixa indicativa de preço e o montante a ser movimentado pelo IPO ainda depende de procedimento de coleta de intenção de investimentos.

Sobre o Grupo Big Brasil

A companhia é líder em varejo alimentar no Nordeste e no Sul do Brasil e o terceiro maior do país, em termos de receita bruta, conforme publicação da Abras de 2019, sendo o único com controle local e presença nacional.

O Grupo Big acredita ser uma empresa de alto desempenho, que opera em dois segmentos, atacado e varejo.

O segmento de atacado é composto pelos formatos atacarejo (Maxxi Atacado) e clube de compras (Sam’s Club), já o
segmento de varejo pelos formatos hipermercados (BIG e BIG Bompreço), supermercados (Superbompreço, Nacional e Mercadorama); soft discount (TodoDia) e postos de combustíveis.

A companhia também presta serviços financeiros para seus clientes.

Além disso, lançou neste ano seu e-commerce, e ainda, possui uma parcela relevante dos imóveis nos quais suas
lojas estão instaladas.

O grupo surgiu da aquisição de 80% das operações do Walmart US no Brasil, concluída em agosto de 2018.

A participação foi adquirida por fundo de investimentos cujos cotistas são veículos de investimentos no exterior geridos pela Advent International (ainda que indiretamente, por meio de entidades afiliadas), sendo que em
agosto de 2019 lançou sua nova marca corporativa e passou a chamar “Grupo BIG”.

Lucratividade

O lucro líquido do Big atingiu R$ 3,064 bilhões nos nove meses findos em setembro de 2020, contra prejuízo de R$ 80 milhões de 2019.

A receita líquida totalizou R$ 15,708 bilhões no acumulado até setembro, ante R$ 14,909 bilhões de 2019.

O Ebtida ajustado foi de R$ 607 milhões nos primeiros nove meses de 2020, contra R$ 150 milhões de 2019.

Já a margem Ebtida ajustado do Grupo Big atingiu 3,9% no período, ante 1% de 2019.

Riscos

No prospecto, a companhia listou os cinco principais fatores de risco que afetam o negócio da empresa.

O Grupo Big pode não conseguir manter e melhorar o reconhecimento de suas marcas ou pode receber avaliações desfavoráveis de consumidores, bem como pode ser alvo de publicidade negativa.

A Companhia pode perder o direito de utilizar as Marcas Sam’s Club e operar o “Sam’s Club Brazil Business”.

Também pode não conseguir proteger os seus direitos de propriedade intelectual ou utilizá-los de forma eficaz.

Incapacidade da Companhia de acompanhar a velocidade do desenvolvimento da tecnologia, poderão impactar adversamente suas operações.

A extensão da pandemia declarada de COVID-19 pode afetar de forma imprevisível os negócios do grupo.

Veja os principais número do Grupo Big do Brasil: