Grendene (GRND3) tem queda de 61,1% no lucro no 1TRI20; Ebtida cresce 21%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/ Macapá Shopping

A Grendene (GRND3) reportou nesta quinta-feira (14), um lucro líquido de 29,7 milhões no primeiro trimestre de 2020, um desempenho 61,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2019.

Segundo a companhia, o lucro foi afetado principalmente pela queda de 119,6% do resultado financeiro e pela queda de volumes no período.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 60,8 milhões, um crescimento de 21%.

A margem Ebtida atingiu 16,3%, alta de 4,4 pontos percentuais.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 10 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 51,2 milhões no mesmo período de 2019.

O volume de pares foi de 26 milhões no primeiro trimestre de 2020, uma redução de 9% em comparação com igual período de 2019.

As despesas operacionais somaram R$ 113,6 milhões, uma diminuição de 18,2%.

Fonte: Grendene

Receita cai 12,1%

A receita líquida totalizou R$ 372,2 milhões no primeiro trimestre de 2020, uma queda de 12,1%  em comparação com o mesmo período de 2019.

Segundo a Grendene, o resultado foi influenciado pela queda generalizada no volume de vendas entre marcas, modelos e geografia em virtude do alastramento do novo coronavírus.

O lucro bruto somou R$ 153,3 milhões no período, uma redução de 11,1%.

Já a margem bruta alcançou 41,2% no trimestre, alta de 0,5 p.p. em relação ao primeiro trimestre de 2019.

A Grendene explica que alta da margem bruta foi em virtude em razão da melhora do custo produto vendido (CPV) no período, o qual apresentou declínio. O custo da mão de obra foi o principal componente que contribuiu para a queda do CPV.

Investimentos

A Grendene investiu R$ 10,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, uma queda de 25,2% em comparação com igual período de 2019.

Os aportes foram destinados principalmente para manutenção de prédios industriais e instalações, reposição do ativo imobilizado e aquisição de novos equipamentos para modernização do parque fabril e nos diversos projetos para melhorar a eficiência da empresa.

O caixa líquido (considerando caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto e longo prazo menos empréstimos e financiamentos de curto e longo prazo) no final de março totalizou R$ 2,1 bilhões, variação positiva de 3,7% em relação ao primeiro trimestre de 2019.