Grécia suspende a extradição de operador de corretora de Bitcoin

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Unsplash

. A Justiça grega suspendeu temporariamente a extradição do operador de corretora de Bitcoin, Alexander Vinnik, também conhecido como Mr. Bitcoin.

Vinnik é acusado de estar envolvido em atividades criminosas envolvendo serviço de compra e venda de Bitcoin por meio da corretora de Bitcoin BTC-e.

Em 2017, a BTC-e foi fechada por autoridades norte-americanas após seis anos em funcionamento. Em julho de 2018, Vinnik foi preso na Grécia e começou então o conflito relacionado a sua extradição.

Ao todo, três países estão na disputa pela extradição de Mr. Bitcoin: Estados Unidos, Rússia e França.

Inicialmente estava programado extraditar Mr. Bitcoin para a França, onde o mesmo enfrentaria acusações relacionadas a fraudes e lavagem de dinheiro.

A decisão foi tomada pelo Ministro da Justiça, contrariando a decisão de um tribunal superior de extraditar Vinnik para a Rússia. O tribunal interveio novamente, desta vez suspendendo a decisão do ministro.

Com a possibilidade de ser entregue para a França, Vinnik começou sua segunda greve de fome, no intuito de chamar a atenção das autoridades para ser julgado pelo seu país de origem, a Rússia. Lá ele responderia por fraudes que somam 9,5 mil euros (cerca de R$ 43 mil).

Por outro lado, se for extraditado para os EUA ou para a França, Vinnik responderá pelo seu envolvimento na BTC-e. Sendo que a mesma teria intermediado pagamentos que somam até US$ 9 bilhões (cerca de R$ 36,8 bilhões) para lavagem de dinheiro.

Conforme a advogada de Vinnik, Zoe Costantopoulou, ser extraditado para a França equivaleria a decretar uma “sentença de morte”.

Ao mesmo tempo, a agência de notícias Sputnik, do governo russo, divulgou que Vinnik enviou cartas a autoridades do seu país de origem para confessar crimes e se colocar à disposição dos investigadores.

Além disso, Vinnik nega que atuou como operador da BTC-e. Segundo sua defesa, ele foi apenas consultor.

Corretora de Bitcoin BTC-e

A corretora de Bitcoin BTC-e foi fundado em 2011. A partir de então cresceu para se tornar um dos principais players no mercado de troca de criptomoedas.

No entanto, tudo desabou quando as autoridades começaram a investigar a troca e descobriram que a corretora de Bitcoin estava envolvida em várias transações ilegais.

Dessa forma, as autoridades revelaram que vários criminosos envolvidos em ataques cibernéticos haviam usado o BTC-e para lavar dinheiro.

Eles também alegaram que parte do dinheiro foi para a conta bancária pessoal de Vinnik.