Grandes grupos do setor de transporte devem disputar leilão da CPTM

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Estação Brás de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O governo de São Paulo deve realizar nesta terça-feira (20) licitações disputadas por grandes empresas do país.

Estarão disponíveis para compra a licitação das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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Segundo reportagem do Valor Econômico, pelo menos seis grupos estudaram a fundo o projeto e têm chances de entregar ofertas na próxima terça.

Assim, podem fazer lances a CCR, o Pátria, a Simpar (ex-JSL), o grupo Comporte, a Acciona e o consórcio formado pela Itapemirim e a Odebrecht.

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Adiado após uma liminar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), o leilão deverá ocorrer nesta terça-feira, após ter sido superado o imbróglio judicial.

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Há uma grande expectativa em relação à participação da CCR no leilão.

O presidente da empresa, Marco Cauduro, reafirmou o interesse no projeto e diz que há fôlego financeiro para a disputa, mesmo após a vitória no leilão de aeroportos, no qual a companhia ofertou lances agressivos.

A Simpar também é uma possível forte candidata. O grupo disputou o último leilão de mobilidade, das Linhas 5 e 17, mas perdeu para o consórcio da CCR.

Sobre a concessão da CPTM 

A concessão que estará em disputa terá 30 anos de duração e prevê investimentos de R$ 3,2 bilhões.

O grupo que oferecer o maior valor de outorga vencerá — o mínimo é de R$ 323,9 milhões.

O projeto é considerado complexo, e tem o agravante de estar sendo leiloado em meio à pandemia, que afetou fortemente a movimentação de passageiros. Foram incluídos mecanismos de mitigação de riscos decorrentes da pandemia, o que deu mais conforto aos interessados.

O governo quis oferecer a isenção do ICMS para garantir a isonomia entre fabricantes de trens internacionais, já que apenas uma companhia produz o equipamento no Brasil.

Mas diante da dificuldade de aprovar isenções no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o governo optou por incluir o benefício em forma de reequilíbrio. Ou seja, um ressarcimento posterior do imposto.

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