Grandes estatais têm lucro de R$ 60,7 bi no 1º semestre

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Gerd Altmann por Pixabay

Resultado das grandes estatais surpreende e já é considerado o melhor dos últimos anos

Recentemente foi divulgado o resultado financeiro das principais estatais brasileiras. E os números foram surpreendentes, superando inclusive os lucros dos últimos anos.

Como resultado, no primeiro semestre de 2019 essas empresas lucraram praticamente o mesmo que foi registrado durante todo o ano de 2018.

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Em resumo, essas grandes estatais respondem por 95% do total do resultado das empresas federais. São elas:

  • Grupo Petrobras
  • Grupo CEF
  • Grupo BNDES
  • Grupo Banco do Brasil
  • Grupo Eletrobras

Mas se os resultados atuais são positivos, em um passado não muito distante não foram nada bons.

De acordo com dados da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, em 2015, essas empresas tiveram prejuízos na casa dos R$ 32 bilhões. ]

Em 2016 o cenário reverteu e fechou o ano no positivo em R$ 4,6 bilhões. Já dois anos depois, em 2018, o resultado avançou significativamente para um lucro de R$ 71,5 bilhões.

Agora, em 2019 é que vem a melhor notícia: as principais estatais do país tiveram lucro líquido de R$ 60,7 bilhões, somente no primeiro semestre do ano.

E o cenário segue otimista. Em entrevista ao Valor Econômico, Fernando Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais disse que “Se continuar nessa toada, vamos atingir um resultado de R$ 100 bilhões em 2019, tranquilamente”.

Então, permanecendo esse ritmo de crescimento até o final do ano, o lucro líquido dessas estatais ficaria em torno de R$ 120 bilhões.

Ainda nesse contexto, os dividendos obrigatórios, de no mínimo 25%, corresponderiam a cerca de R$ 30 bilhões.

 

Porque os lucros das estatais foram tão altos?

No grupo Petrobras, o lucro líquido teve um aumento de 40,3% quando comparado ao  primeiro semestre de 2018, equivalente à R$ 6,8 bilhões. O principal motivo foi a venda de ativos no valor de R$ 19,8 bilhões. A venda da TAG e dos ativos de distribuição no Paraguai foram de grande relevância nesse processo.

Na Eletrobras, o aumento de 272% no resultado é justificado principalmente pela interrupção dos serviços de distribuição com resultados negativos. Entre eles, podemos citar a venda da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) e da Amazonas Distribuidora.

Já no BNDES, o aumento de 190% nos resultados financeiros ocorreu principalmente devido à alienação de participações societárias, que chegou a R$ 10,4  bilhões.

“O BNDES deve entrar em negócios novos, como uma ferrovia, uma concessão rodoviária”, disse Soares. “Mas não faz sentido estar em negócios maduros.”

O governo vê com bons olhos essa evolução no desempenho financeiro das estatais. Isso porque como sempre sinalizou a favor das privatizações, ativos rentáveis acabam tendo melhor aceitação do mercado.