GPS (GGPS3) vê lucro líquido crescer 20% no 2TRI21

José Azevedo
Jornalista especializado em economia.
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Crédito: Divulgação

O GPS (GGPS3), companhia de serviços de limpeza e segurança recém-estreante na B3, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 90,1 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 20% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O avanço se dá acompanhando a alta de 37% na mesma base da receita líquida, que foi de R$ 1,5 bilhão entre junho abril deste ano.

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“A partir de maio, fruto da melhora do ambiente de mercado, aumentamos o ritmo de implantação de novos contratos, o que refletiu em um crescimento de 9,6%de receita liquida orgânica, quando comparamos o 2T21 com o 2T20”, explicou a GPS em documento publicado na noite desta quarta-feira (11).

Leia aqui o balanço na íntegra.

GPS (GGPS3): Principais números do balanço

Lucro líquido

  • 2TRI21: R$ 81 milhões
  • 2TRI20: R$ 70 milhões

Receita líquida

  • 2TRI21: R$ 1,5 bilhão
  • 2TRI20: R$ 1,1 bilhão

Ebitda ajustado

  • 2TRI21: R$ 165 milhões
  • 2TRI20: R$ 135 milhões

Receita da GPS avança com aquisições

Além disso, a empresa viu também sua receita inorgânica, fruto da compra de quatro companhias (BC2, Conbras, ISS, Luandre e Sunset) , crescer 572,4%, chegando a R$ 367 milhões.

Durante o segundo trimestre, o grupo anunciou ainda a aquisição da Loghis, do Grupo Global, do Grupo Vivante, da Comau e da Allis. A receita bruta das cinco soma R$ 1,3 bilhão e deve ser incorporada quando os processos forem aprovados pelo Cade.

Gastos aumentam mas base estaria defasada

O Ebitda ajustado da GPS ficou em R$ 165 milhões, ante R$ 135 milhões no mesmo período de 2020, diferença de 23%. A margem Ebitda ficou em 10,7%, ante 12% no segundo trimestre do ano passado.

A companhia pontua, porém, que entre abril e junho de 2020, por conta do período mais crítico da pandemia, com medidas governamentais e ajustes internos ela apurou reduções dos custos e despesas (salários e gastos operacionais).

O GPS terminou junho com uma dívida líquida de R$ 237 milhões, caindo 78% com o registrado no mesmo mês de 2020, por conta do capital levantado no IPO – que adicionou um caixa líquido de R$ 668 milhões, excluido pagamento de dividendos e gastos com a oferta. “O índice de alavancagem da companhia fechou o 1S21 em 0,4x EBITDA, com redução frente aos trimestres anteriores”, conclui.

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