Governo Trump diz que “seguirá analisando” acordo entre TikTok e Oracle

Paulo Amaral
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Crédito: Kom Karampelas / Unsplash

O acordo sacramentado entre Oracle e o app TikTok, que garantirá a permanência do serviço nos Estados Unidos, segue sob análise do governo Trump.

Nesta quarta-feira (16), o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, afirmou que o acordo está sendo analisado minuciosamente para atender aos interesses dos norte-americanos.

“Qualquer acordo que seja feito ou não seja feito é certamente entre eles (a Oracle) e o TikTok”, resumiu Meadows, aos repórteres presentes na Casa Branca.

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Segundo Meadows, a “parceria tecnológica” fechada por Oracle e TikTok precisa ser analisada para que o app continue funcionando nos Estados Unidos.

“O motivo para banir o TikTok foi mais do ponto de vista de segurança nacional do que econômico… Vamos continuar a revisá-lo”, avisou.

Parceria entre TikTok e Oracle

Não está claro se a parceria do TikTok com a Oracle permitiria que o aplicativo evitasse a proibição.

Muita gente nos Estados Unidos vê a ordem executiva de banimento do aplicativo como mero espasmo político de Trump.

A TikTok processou o governo Trump por achar a ordem executiva “fortemente politizada”.

Entretanto, há exemplos no passado que podem dar uma ideia de como pode ser o acordo.

Quando o conglomerado de tecnologia japonês SoftBank adquiriu uma participação de 78% na Sprint, em 2013, as duas empresas concordaram com várias condições para tratar de questões de segurança nacional.

Um novo membro do conselho da Sprint foi nomeado para supervisionar o cumprimento da questão “segurança nacional”.

Mesmo que se chegue a um consenso sobre como essa parceria deve ser estruturada, o acordo ainda será incrivelmente complicado.

Essa é a visão de Harry Broadman, sócio do Berkeley Research Group e ex-membro do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos, o órgão governamental que analisa certos negócios que poderiam dar a um investidor estrangeiro o controle de uma empresa nos Estados Unidos.

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