Governo prorroga decreto de Garantia da Lei e da Ordem no Ceará por uma semana

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Alan Santos/PR

O governo federal decidiu estender a operação de Garantia de Lei e Ordem do Ceará (GLO) por mais uma semana em nota assinada pelo presidente e distribuída pelo Palácio do Planalto para ajudar a conter os distúrbios das o motim de militares no Estado.

O governo também confirmou que a medida foi prorrogada até 6 de março e enfatizou que as negociações com os militares e a  pertencem ao estado, mas continuará a prestando esforços para ajudar a população. As informações são do Terra.

Inicialmente, Bolsonaro não tinha intenção de renovar a GLO e usou uma nota para criticar o governo do PT Camilo Santana, dizendo que o governador pedia que a operação por “incapacidade de gestão da sua força policial em decorrência da paralisação das forças de segurança na região”.  Além disso, o presidente novamente usou a GLO para pedir a aprovação da chamada excludente de ilicitude, uma medida que reduz o risco de punição para  policiais que matarem na operação da GLO, assim como de policiais que estiverem em apoio a essas operações. A proposta está parada no Congresso.

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A decisão de renovar a medida foi tomada na manhã da última sexta-feira (18) em uma reunião no Palácio do Planalto entre o presidente e os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, além do Advogado-Geral da União, André Mendonça.

Bolsonaro foi convencido da necessidade de estender a medida em meio à crise vivida pelo Ceará com o motim dos policiais, que exigem aumentos salariais. De acordo com os últimos dados da Secretaria de Segurança do Estado, entre os dias 19 e 25 deste mês, com o motim dos PMs, 195 pessoas já foram assassinadas no Ceará. Antes do movimento, a média era de 8 mortes por dia.

GOVERNADORES

Com as notícias de que o governo federal poderia negar a extensão da GLO, um grupo de governadores começou a se organizar para enviar policiais militares das suas tropas estaduais para o Ceará. A medida foi confirmada à Reuters pelos governadores do Piauí, Wellington Dias (PT), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Witzel também confirmou a intenção de governadores de vários Estados em enviar tropas ao Ceará no caso da não renovação da GLO, ou se o período não for considerado suficiente. O plano de ajuda foi batizado de Cooperação Policial Nacional.

A ajuda deve incluir , segundo Witzel, policiais de Rio de Janeiro, Bahia, Piauí, Maranhão, Pará e São Paulo. Somente esses Estados se preparam para o envio de 700 homens para o Ceará.

Nas últimas semanas, os governadores de vários Estados têm se organizado como uma frente de defesa mútua e de oposição a Bolsonaro. Há duas semanas, 20 deles fizeram uma carta de apoio ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), atacado por Bolsonaro e acusado de ter influenciado sua polícia para matar o ex-policial militar fluminense Adriano Nóbrega, apontado como chefe de uma milícia que atua no Rio e que tinha relações com o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente.