Covid-19: governo diz que país tem 5717 casos confirmados e 201 mortes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcello Casal/Agência Brasil

O ministério da Saúde informou nesta terça (31), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o Brasil contabiliza 5717 casos confirmados de Covid-19 e 201 mortes causadas pelo vírus.

A entrevista coletiva sobre o balanço de informações do coronavírus incluiu o anúncio de medidas e recursos do governo para prevenir e combater o coronavírus.

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Falaram pelo Planalto os ministros Paulo Guedes, da Economia, Sergio Moro, da Justiça, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, e Walter Braga Netto, da Casa Civil.

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Número de pessoas infectadas dobra em 24 horas

Em relação aos números da pandemia, os casos confirmados subiram de 4.579 para 5.717.

O resultado de novas 1.138 pessoas infectadas em um dia foi mais que o dobro do maior registrado até agora, de 502 novos casos no dia 27 de março.

O total de óbitos representa um aumento 26% em relação a ontem, quando foram registrados 159.

As mortes ocorreram em São Paulo (136), Rio de Janeiro (23), Ceará (7), Pernambuco (6), Piauí (4), Rio Grande do Sul (4) e Paraná (3).

Houve falecimentos registrados também no Amazonas (3), Distrito Federal (3), Minas Gerais (2), Bahia (2), Santa Catarina (2), Alagoas (1), Maranhão (1), Goiás (1), Rondônia (1) e Rio Grande do Norte (1).

Estados com mais casos confirmados

Os estados com mais casos são São Paulo (2.339), Rio de Janeiro (708), Ceará (390), Distrito Federal (332) e Minas Gerais (275). A menor incidência está em estados da Região Norte, como Rondônia (oito), Amapá (10), Tocantins (11) e Roraima (16). de acordo com a Agência Brasil.

O índice de letalidade, que estava abaixo de 2% no final de semana, ficou em 3,5% no balanço de hoje, o mesmo registrado ontem.

São Paulo tem uma morte a cada hora por coronavírus

De ontem para hoje (31), o estado de São Paulo registrou 23 mortes em decorrência de complicações relacionadas ao coronavírus – praticamente, uma morte por hora devido à Covid-19.

Esse foi o maior número de mortes já registrado no estado em apenas um dia.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, entre os mortos, há 13 mulheres e 10 homens.

Entre as vítimas femininas havia duas adultas de 42 e 54 anos, com comorbidades.

As demais mulheres tinham idade igual ou superior a 65 anos.

Entre os homens, havia uma vítima de 43 anos, também com comorbidades. Os demais tinham idade igual ou superior a 63 anos.

Até este momento, São Paulo contabiliza 136 óbitos relacionados ao novo coronavírus.

A maior parte das mortes ocorreu na capital paulista, mas houve registro também em outras 12 cidades.

O estado tem 2.339 casos confirmados de coronavírus, número 54% superior ao que foi registrado ontem.

 

DF tem duas mortes por novo coronavírus

O Distrito Federal chegou a três mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Até ontem (30) eram dois óbitos.

De acordo com a nova atualização do governo do Distrito Federal, divulgada hoje (31), há 317 casos confirmados, mais seis em relação ao último balanço, de ontem (30).

Desse total, 217 são infecções leves, 26 apresentam quadro grave e 12 estão em condições críticas.

Outros 60 ainda estão em investigação e 146 são classificados como “recuperados”.

A maioria das pessoas infectadas, 100, tem entre 31 e 40 anos de idade, outras 76 entre 41 e 50 anos, 47 entre 51 e 60 anos e 42 com mais de 60 anos de idade.

Seguindo o parâmetro nacional no recorte por gênero, no Distrito Federal 56,8% dos infectados são homens e 43,2% são mulheres.

A capital do país é a terceira em número de casos, perdendo apenas para o Rio de Janeiro e São Paulo.

Isolamento: é preciso manter, diz ministro

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, argumentou que a pandemia não entrou na curva ascendente porque houve “conscientização de todo mundo”.

Mas a situação de hoje reflete a dinâmica de 14 dias atrás.

“Não temos nem 7 dias que estamos ficando em casa. Por isso que é importante manter”, defendeu.

Mandetta reforçou a importância das medidas de isolamento social, mas que o governo discute as condições para uma movimentação de abertura, o que chamou de “condicionantes”.

Entre elas, está o abastecimento dos profissionais de saúde com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que ainda são insuficientes, de acordo com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira.

“No momento vamos fazer o máximo de distanciamento social, de permanência nas residências para que quando chegarmos no momento de estarmos preparados, vamos monitorando pela epidemiologia”, disse ele.

“Vai ser um trabalho de precisão. Nem tão amarrado que possamos ser arrastados, e nem tão acelerado que possamos cair numa cachoeira”, declarou.

Sistema de monitoramento

Mandetta anunciou que o governo colocará em funcionamento um sistema de monitoramento dos brasileiros que chegará a 125 milhões de pessoas.

A plataforma, baseada em inteligência artificial, entrará em contato com os brasileiros na base de dados do governo e obterá informações sobre a condição de saúde.

“O conjunto dessas informações será usado para que a gente antecipe quem é risco, onde está, o nome e isso deve ser grande ferramenta de gestão de pessoas”, informou o titular da pasta.

Bolsonaro suspende aumento de preços de medicamentos

Em publicação na tarde de hoje (31) no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a suspensão do reajuste de preço de todos os medicamentos por 60 dias.

A medida foi tomada em decorrência da crise causada pela expansão dos casos de coronavírus (covid-19) no Brasil.

O presidente destacou que a medida foi tomada “em comum acordo com a indústria farmacêutica”.

Força Nacional vai atuar na prevenção e combate ao Covid-19

Na entrevista coletiva o ministro Sergio Moro falou sobre a Força Nacional, autorizada para ajudar o ministério da Saúde na prevenção e combate ao Covid-19.

A autorização do Ministério da Justiça e Segurança Pública para que parte do efetivo da tropa seja empregada no apoio às ações do Ministério da Saúde foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (30).

A Força Nacional poderá ajudar os profissionais da área de saúde para que possam atender, com segurança, as pessoas com suspeita de estarem infectadas pela Covid-19.

Os agentes também poderão reforçar as medidas policiais de segurança, que garantam o funcionamento dos centros de saúde (hospitais, UPAs etc), a distribuição e o armazenamento de insumos médicos.

“Em caráter episódico”, a Força Nacional também poderá ser utilizada para auxiliar no controle sanitário em portos, aeroportos, rodovias e centros urbanos; para evitar saques e vandalismos.

Inicialmente, a medida vai vigorar por 60 dias – ou seja, até o dia 28 de maio-, mas poderá ser prorrogada, de acordo com a necessidade. Durante esse prazo, os agentes que estejam atuando em outras missões de apoio aos estados e ao Distrito Federal poderão ser realocados.

Covid-19: 500 mil kits de teste rápido chegam ao Brasil

O primeiro lote com 500 mil kits de testes rápidos para o novo coronavírus, comprados pela empresa Vale, já chegaram ao Brasil.

A remessa vinda da China desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na tarde de ontem (30) e foi encaminhada para o centro de logística do Ministério da Saúde na capital paulista.

A Vale (VALE3) fechou a compra de 5 milhões de kits para a verificação de infecção por covid-19.

O teste, produzido pela empresa chinesa Wondfo, tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele detecta anticorpos e permite que se tenha um resultado em apenas 15 minutos.

Segundo a mineradora, a doação é uma forma de ajudar o governo brasileiro no combate à disseminação da doença no país.

Rede de logística

A Vale está usando sua rede de logística na Ásia para trazer insumos ao Brasil. As 4,5 milhões de unidades restantes serão entregues à empresa pelo fornecedor ao longo do mês de abril.

A logística de distribuição dos kits no Brasil será feita pelo governo federal e o Ministério da Infraestrutura é o responsável por garantir a oferta de linhas aéreas essenciais para o despacho do material.

A pasta também deve atuar em suporte quando houver lacunas na distribuição.

“O ministro Tarcísio [Freitas] está em contato com os estados através do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans) e conta com a possibilidade de usar aeronaves e veículos oficiais, além do apoio das Forças Armadas”, informou o ministério.

Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro destacou o trabalho da equipe. “Chega o primeiro lote de kits de exame rápido. Quinhentos mil itens de um total de 5 milhões doados pela Vale. A distribuição do material desta etapa está a caminho dos 26 estados de todo Brasil e DF”, escreveu.

Coronavírus no mundo: EUA somam 3.393 e superam China

As mortes relacionadas ao coronavírus nos Estados Unidos chegaram a 3.393 nesta terça-feira (31), superando o número total de mortes reportadas na China e atingindo o terceiro patamar mais alto do mundo, atrás da Itália e da Espanha, segundo uma contagem da Reuters.

As autoridades de saúde pediram aos norte-americanos que sigam as determinações de ficarem em casa e outras medidas para conter a propagação do vírus, que se originou na China em dezembro.

Globalmente, existem agora mais de 800 mil casos da doença altamente contagiosa causada pelo vírus e mais de 39 mil mortes.

A Itália registrou 11.591 mortes, seguida pela Espanha, com 8.189.

Nova York: mais de 75 mil infectados

O número de pessoas que testaram positivo para o coronavírus em Nova York subiu em mais de 9 mil em relação ao dia anterior, a 75.795, com as mortes subindo 27% para 1.550, disse o governador Andrew Cuomo nesta terça-feira.

“O vírus é mais poderoso, mais perigoso do que esperávamos”, disse Cuomo em um briefing diário. “Ainda estamos subindo a montanha, e a principal batalha é no topo da montanha.”

*Com Agência Brasil

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