Governo mantém projeção de queda de 4,7% para o PIB em 2020

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Foto: Governo mantém projeção de queda de 4,7% para o PIB em 2020

O governo manteve a projeção de queda do PIB (Produto Interno Bruto) em 4,7% para 2020, conforme o boletim Macro Econômico.

Documento elaborado pela Secretaria de política Econômica (SPE) do ministério da Fazenda, o boletim foi divulgado na manhã desta quarta-feira (15).

Trata-se da mesma previsão divulgada em maio. Já em março, no início da pandemia do novo coronavírus, a previsão era de estabilidade no PIB.

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Para 2021, 2022 e 2023 e 2024, a estimativa do Ministério da Economia é de um crescimento de 3,2%, de 2,6%, de 2,5% e de 2,5%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Sachsida

Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida disse que quem fez projeção de queda acima de 6,5% do PIB terá que rever para baixo essas projeções.

“Nas próximas semanas, veremos muitos agentes corrigindo suas previsões”, frisou.

Para ele, as medidas de socorro a emprego e renda foram de grande sucesso para os resultados apresentados no boletim.

Os executivos do ministério da Fazenda estão convictos de que a economia do país já está em processo de recuperação.

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A estimativa

De acordo com a SPE, a estimativa de queda do PIB neste ano é reflexo de medidas restritivas e de distanciamento social para frear a pandemia do novo coronavírus.

Isso porque tais ações levaram ao fechamento de boa parte do comércio e de fábricas ligadas a áreas consideradas não essenciais.

Esses serviços, porém, estão sendo gradativamente reabertos em todo país.

Em âmbito global, os efeitos da economia também estão derrubando a economia e colocando o mundo no caminho de uma forte recessão.

Melhor que o mercado financeiro

Os números do governo estão melhores do que o previsto pelo mercado financeiro, cuja retração será de 6,1% em 2020, conforme levantamento do Banco Central (BC).

Também é mais otimista do que a previsão do Banco Mundial, de uma queda de 8% do PIB brasileiro neste ano, e do Fundo Monetário Internacional (FMI) – que estima um tombo de 9,1% em 2020.

O governo

Para o ministério da Economia, apesar da extensão do isolamento social a projeção do crescimento do PIB para 2020 foi mantida em 4,7% de retração.

Isso “diante da melhoria dos indicadores, refletindo um efeito positivo das políticas adotadas até então”.

Conforme a SPE, embora o período de isolamento social no país seja um dos mais prolongados no mundo, o Brasil foi um dos países com políticas econômicas mais focadas dentre os emergentes.

Como resultado, a atividade tem mostrado sinais de recuperação mesmo durante o isolamento.

Enquanto abril foi o mês de queda mais pronunciada, os meses seguintes já apresentaram recuperação, indicando que a velocidade de retomada tende a ser maior que a prevista anteriormente, segundo o governo.

Medidas importantes

A SPE avalia ainda que mesmo diante da “perda substancial de empregos e redução de salários”, as políticas adotadas pelo governo elevaram a massa salarial ampliada no período e têm sido “importantes para garantir demanda a diversas firmas e setores durante esse período, minimizando o risco de falência.”

“Logo, mesmo com o prolongamento do isolamento, as medidas adotadas contiveram o aprofundamento da crise, de forma que mantivemos nossa projeção de crescimento em menos 4,7% para 2020 e 3,2% para 2021”, conclui o ministério da Economia.