Governo já gastou 23% do previsto para combater pandemia da Covid-19

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução

A pandemia da Covid-19 já consumiu R$ 59,9 bilhões do governo brasileiro até o dia 30 de abril, segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia.

Isso corresponde a 23,6% do valor total projetado pela pasta comandada por Paulo Guedes, de R$ 253 bilhões, para combater os efeitos da crise do coronavírus no País.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério, dos R$ 59,9 bilhões gastos até agora, aproximadamente R$ 35,5 bi foram destinados ao pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600, também conhecido como coronavoucher.

O Governo calcula que serão necessários R$ 123,9 bilhões para honrar o compromisso do pagamento das três parcelas de R$ 600 do auxílio para milhões de brasileiros.

Além destes R$ 35,5 bi, outros R$ 17 bilhões já foram repassados pelo Governo ao BNDES para que possam ser custeados os salários dos trabalhadores por meio de linhas de crédito. Outros R$ 17 bi estão separados para a mesma medida.

Mais gastos

O governo ainda tem na sua conta o gasto de R$ 51,6 bilhões para pagar o benefício dos trabalhadores que tiveram jornada reduzida ou o contrato de trabalho suspenso em meio à pandemia da Covid-19.

Esses pagamentos, que ainda não começaram a ser feitos, serão depositados diretamente nas contas corrente, poupança ou de pagamento dos trabalhadores, e não em contas-salário, em qualquer banco, e não somente no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica.

Os patrões, com a autorização dos funcionários, serão os responsáveis por informar ao Ministério da Economia os dados bancários dos trabalhadores para que os depósitos possam ser feitos.

O Ministério da Economia informou que 4,8 milhões de trabalhadores já tiveram os contratos de trabalho suspensos e que, se os dados dos mesmos não forem informados, Caixa e BB poderão fazer o depósito em outra conta-poupança do beneficiário, identificada a partir do cruzamento de dados cadastrais.

Debêntures podem financiar a retomada da economia