Governo estuda microcrédito para informal; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

O governo de Jair Bolsonaro pretende criar um programa de microcrédito para os trabalhadores informais que vão deixar de receber o auxílio emergencial no próximo mês.

Conforme apuração do Estadão/Broadcast, a Caixa Econômica Federal, já tem condições hoje de oferecer R$ 10 bilhões para financiar a nova linha de crédito. No entanto, o valor poderia atingir R$ 25 bilhões com a implementação de outras medidas em estudo. O valor do empréstimo pode ficar entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil.

Governo pode ampliar o Bolsa Família

Integrantes do alto escalão do governo ouvidos pelo jornal O Globo disseram que está em estudo manter o Bolsa Família, que atualmente beneficia 14,2 milhões de famílias, e incluir mais pessoas nas regras.

Perdeu a Money Week?
Todos os painéis estão disponíveis gratuitamente!

O presidente Jair Bolsonaro não trabalha com a possibilidade de renovar o auxílio emergencial, que termina em dezembro, e também teria desistido de vez de criar o Renda Cidadã neste ano.

Estrangeiro traz R$ 7,8 bi para a B3

A entrada de capital externo atingiu volume recorde de R$ 4,5 bilhões na bolsa brasileira na última segunda-feira e totaliza expressivos R$ 7,76 bilhões em novembro. De acordo com o reportagem do Valor, o aporte diário é o maior desde agosto de 2011, início da série histórica do Valor Data, no entanto reflete um fluxo global generalizado para mercados emergentes com a redução das incertezas relacionadas à eleição americana e os avanços na vacina da contra Covid-19 da Pfizer e BioNTech.

Mas para manter o interesse do investidor estrangeiro, o Brasil precisa mostrar avanços efetivos na agenda de reformas, privatizações e o controle das contas públicas.

Apagão no Amapá põe venda da Eletrobras (ELET6) em risco

A falta de energia elétrica que atingiu o Amapá provocou uma reação no Congresso Nacional contra a privatização da Eletrobras (ELET6) e de outras companhias do setor elétrico, conforme informou o Estadão. A substação afetada é operada pela concessionária Linhas de Amapá Transmissora de Energia.

A proposta enviado pelo governo em 2019 está parada na Câmara. O Planalto discutia uma estratégia para encaminhar a votação pelo Senado, mas a possibilidade enfrenta entraves técnicos.

Caso a privatização não ocorra, parlamentares cobram uma fiscalização maior das empresas do setor para evitar novos desastres.

 

Huawei contrata escritório para litígio em caso de exclusão do 5G no Brasil

O anúncio de que o governo de Bolsonaro vai apoiar programa dos Estados Unidos que, na prática, limita o avanço de empresas chinesas na tecnologia 5G, aumentou as preocupações na Huawei, principal fornecedora de equipamentos de rede do mundo.

Conforme fontes ouvidas pelo O Globo, a Huawei já contratou um escritório especializado com atuação em Brasília para se preparar para um cenário de litígio. Isso aumentou o temor que aconteça uma judicialização do leilão do 5G no Brasil, previsto para o ano que vem.

Inflação dos mais pobres acelera

A inflação da baixa renda deverá ultrapassar substancialmente a meta de 4% estabelecida pelo Banco Central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020. Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), alta dos preços às famílias mais pobres, com renda média de até R$ 1.650,50, deve ficar “bem próximo” do teto da banda de tolerância, de 5,5%. No acumulado até outubro, a inflação está em 3,5%, segundo  informações do Valor.

No mês passado, a inflação dos mais pobres avançou 0,98% pelo segundo mês consecutivo, novamente puxada pela alta dos alimentos. De acordo com a economista do instituto, Maria Andreia Lameiras, não há sinal de que esses preços venham a arrefecer até fim do primeiro trimestre de 2021.

Brasil deve ter desemprego acima da média em 2020

Por mais que os impactos econômicos da pandemia de Covid-19 sejam sentidos na maior parte do mundo, o Brasil deve fechar 2020 com mais desemprego e um endividamento público maior do que a média dos dez países que registraram o maior número de óbitos pelo vírus, de acordo com levantamento da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), a partir de projeções de outubro do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para efeitos de comparação, o estudo considerou os óbitos por covid-19 para cada 1 milhão de pessoas no fim de outubro. O Brasil estava em quarto lugar, com 750 mortes por milhão – atrás de Peru, Bélgica e Espanha, conforme informou o Estadão.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 564 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 163.406. Os novos casos positivados foram 47.724, de um total de 5.749.007 milhões.