Governo estuda desoneração parcial da folha de pagamento para suprir “não” à CPMF

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Internet

A negativa do presidente Jair Bolsonaro em instituir no País uma nova versão da CPMF – imposto sobre movimentações financeiras – vem causando dores de cabeça no ministro Paulo Guedes e nos demais membros da pasta de Economia.

Hoje o empregador paga 20% sobre o salário do funcionário como forma de contribuição para a aposentadoria, e Paulo Guedes quer, de todas as formas, diminuir os encargos das empresas.

Como os estudos do governo indicaram que sem a CPMF será praticamente impossível zerar essa taxa e o governo não tem recursos para bancar a desoneração total da folha, um desconto parcial passa a ser uma opção viável e já está em estudo.

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A CPMF, proposta por Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, e defendida por Paulo Guedes, pretendia arrecadar entre R$ 150 e R$ 200 bilhões por ano.

Agora, o governo estuda três frentes para compensar o “não” de Bolsonaro ao projeto: revisão nos benefícios tributários, inclusive na cesta básica, alíquotas novas no IR, com taxação para os mais ricos, e cobrança de imposto sobre dividendos.

O trio pode oferecer um respiro de aproximadamente R$ 200 bilhões aos cofres e, com isso, compensar o saldo que ficaria negativo com a proibição para a criação de uma nova CPMF no País.