Governo eleva projeção de alta do PIB a 2,40% em 2020; IPCA sobe a 3,62%

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.

Crédito: Foto: Ilustrativa

O Ministério da Economia divulgou sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que foi elevado de 2,32% para 2,40% neste ano. As atualizações fazem parte do Boletim Macrofiscal divulgado, nesta terça-feira (14), pela Secretaria de Política Econômica.

Para 2019, a projeção oficial também foi elevada, para 1,12%, de 0,90% anteriormente. Segundo o boletim, no segundo semestre do ano passado, a economia brasileira apresentou sinais mais fortes de recuperação do ritmo de crescimento da atividade.

Em relação a 2020, o documento, destaca que há um cenário “consistente” para a retomada, com emprego formal apresentando aceleração, num sinal de aquecimento econômico, “o que é fundamental para a atividade, uma vez que a produtividade no setor formal é maior que a do setor informal.”

“Nesse sentido, destaca-se a elevada correlação histórica entre o resultado de criação líquida de empregos formais e o PIB, que leva a uma aceleração na previsão de crescimento”, acrescenta.

Ainda de acordo com o Ministério da Economia, os principais efeitos que contribuíram para o crescimento marginalmente – da projeção do PIB para este ano – são o efeito base de 2019 e a melhora das expectativas dos empresários e consumidores.

“Acredita-se que os efeitos defasados da queda real da taxa de juros e os impactos da consolidação fiscal e das reformas estruturais garantam a aceleração da taxa de variação do PIB quando comparada aos anos de 2017-2019.”

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IPCA

Já a previsão para a inflação oficial em 2020 avançou, com o governo estimando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 3,62%, ante os 3,53% previstos anteriormente. Mesmo assim, a expectativa é de que fique abaixo do centro da meta.

O documento reforça que a projeção de inflação de preços ao consumidor para 2019 apresentou elevação de 3,26% para 4,14%, puxado pelo subgrupo “alimentação no domicílio”, impactada sobretudo pela pressão sobre o preço de carnes.

“A elevação do preço da carne brasileira se deve ao forte aumento de demanda chinesa, que busca suprir as perdas da produção interna resultantes de gripe suína (proteína muito consumida pelos chineses)”, destaca.

Aceleração

Para o 2020, há expectativa de elevação ainda maior no ritmo de atividade no País, reforça o documento do Ministério da Economia.

Entre os fatores que melhoraram as expectativas econômicas estão os efeitos da queda da taxa básica de juros, os resultados das reformas estruturais e os impactos do ajuste fiscal em andamento.

Adicionalmente, os indicadores de atividade têm apresentado boas surpresas, especialmente nos setores de serviços, comércio e construção civil.

“Diversos resultados vieram acima da expectativa de mercado, o que explica as sucessivas revisões para cima das projeções para o crescimento econômico para 2019 e 2020”, pontua.


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