Governo eleva para R$ 13 bilhões a previsão de gasto com termelétricas

Yolanda Fordelone
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Em novas estimativas, o Ministério de Minas e Energia agora aumentaram o valor de custo de uso das usinas termelétricas. Segundo reportagem do site G1, o custo agora será de R$ 13,1 bilhões aos consumidores.

A estimativa anterior apontava para o valor de R$ 9 bilhões. Ou seja, houve um aumento de 45%.

O cálculo é baseado em simulações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Nele, considera o uso adicional das usinas entre os meses de janeiro e novembro deste ano.

Quando por algum motivo as hidrelétricas não dão conta de produzir energia suficiente para atender a demanda, as termelétricas são acionadas. Com isso, o custo da geração aumenta, o que é repassado ao consumidor. Sem chuvas, esse é o cenário que estamos vivendo hoje.

O aumento do custo da geração de energia elétrica é repassada aos consumidores por meio das bandeiras tarifárias. Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou o valor da bandeira tarifária a ser pago pelos consumidores na conta de luz a partir de julho. O custo da bandeira vermelha 2, o mais alto do sistema, aumentou de R$ 6,24 para R$ 9,49 para cada 100 kwh (quilowatt-hora) consumidos.

Impacto nas empresa

Além das próprias empresas de energia elétrica, todo o setor industrial sofre com o aumento do custo da conta de luz.

Aliado ao um momento de inflação elevada, o cenário também é de dificuldade para o varejo de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos no segundo semestre.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, os setores se beneficiaram dos momentos de home office em que muitas pessoas compraram novos itens em busca de maior conforto. Daqui até o fim do ano, porém, o crédito deve ficar mais caro com a alta da taxa Selic e a demanda esfriar.

Energia solar

A gestora norte-americana Energea Global recebeu um financiamento de R$ 135 milhões do BTG Pactual (BPAC11). O dinheiro será usado em um projeto de construção de usinas solares em Minas Gerais para distribuição a residências e pequenas e médias empresas. No total, os projetos terão uma capacidade instalada superior a 28MW.

A gestora, que tem mais de R$ 100 milhões sob gestão, escolheu o Brasil como foco pelo potencial de geração e alto custo da energia no País. Além disso, há um aumento do interesse das companhias no tema sustentabilidade.