Governo destinará R$ 10 bilhões às distribuidoras de energia, em meio à pandemia

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
1

Crédito: Andrew Martin / Pixabay

O governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, vai apoiar as distribuidoras de energia com empréstimos que podem passar de R$ 10 bilhões, para aplacar os impactos da crise da pandemia. Mas pode chegar a R$ 12 bilhões. A informação é da Reuters, via Portal UOL.

As distribuidoras, porém, afirmam que precisam de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões para enfrentar a forte queda no consumo de energia e aumento da inadimplência que têm sido a tônica durante a crise sanitária.

O governo quer que os empréstimos seja realizados a partir de bancos públicos e outros privados.

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são os alvos, além de conversas com Itaú e Bradesco.

“No mais tardar até terça teremos esse volume (financeiro)”, disse Marisete Pereira, secretária-executiva do ministério, ao participar de transmissão ao vivo da XP Investimentos. “Não será nada inferior a 10 bilhões de reais. A probabilidade de ser inferior a 10 bilhões é muito remota”.

Baixe a planilha e faça você mesmo o rebalanceamento da sua carteira de investimentos

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos

Governo definirá regras

O diretor de Privatizações do BNDES, Leonardo Cabral, disse à Reuters que um decreto sobre as medidas de apoio às elétricas e suas condições será divulgado no “curtíssimo prazo”: “o que podemos adiantar é que as negociações com o poder público avançaram bastante nas últimas semanas, inclusive com participação das distribuidoras de energia… Esperamos chegar a uma conclusão em relação ao apoio setorial no curtíssimo prazo”.

Um decreto do Poder Executivo e uma resolução da Aneel devem elucidar as garantias e processos a serem seguidos pelo setor para captação dos recursos.

“O empréstimo para as empresas de distribuição de energia será realizado por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para evitar impactos sobre o balanço das empresas e seu nível de endividamento. A operação deve ter carência de um ano, com posterior amortização até 2025”, informa a Reuters/UOL.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Consumidores pagam a conta

Parte dos custos do empréstimo deverá ser paga pelos consumidores por meio de encargo na tarifa de energia. É o que determina uma medida provisória publicada em abril.

“A operação ainda deverá envolver mecanismo prevendo limitação à distribuição de dividendos pelas distribuidoras beneficiadas, caso elas fiquem inadimplentes com a posterior amortização das operações, segundo a secretária-executiva do ministério de Minas e Energia”, diz a matéria.

“A gente teve o cuidado de não colocar isso como uma condição, requisito para contratação (dos empréstimos). Vai apenas acontecer no cenário de não adimplemento… Era uma exigência dos próprios bancos e órgãos de controle”, disse a secretária-executiva.

LEIA MAIS
Governo quer que distribuidoras restrinjam dividendos em plano de ajuda

Setor elétrico: gestora analisa cenário e faz projeções

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos