Governo começa a pagar dívidas em obras do Minha Casa, Minha Vida

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Gustavo Canuto, ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil, revelou, na última sexta-feira (29), que a pasta começou a desembolsar R$ 1,13 bilhão para colocar em dia algumas obras atrasadas.

O dinheiro será destinado principalmente aos programas Minha Casa, Minha Vida, e o que trata da transposição do Rio São Francisco.

Além destas, serão beneficiadas com a liberação do dinheiro obras dos BRTs Transbrasil (Rio de Janeiro), de Campinas, de Fortaleza, Linha 9 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Linha 2 do metrô da Bahia, corredores de ônibus e terminais em São José do Rio Preto (SP) e corredores de Santos (SP).

BDRs| Aprenda mais sobre essa classe de Ativos

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Canuto afirmou que a expectativa é liberar ao menos 80% dos valores devidos a partir do dia 2 de dezembro, segunda-feira.

Segundo o ministro, do montante de R$ 1,13 bilhão a habitação receberá R$ 449 milhões, a segurança hídrica R$ 233 milhões e o saneamento R$ 201 milhões. O restante será usado para quitar contratos com a Caixa para obras menores, como pavimentação ou calçamento.

“Os pagamentos criam outro ânimo para investimentos e aceleração das obras. Construtoras que estavam pensando em demitir podem rever isso, ou quem demitiu pode recontratar”, opinou Canuto, otimista em ver uma boa retomada no setor de construção no País.

O ministro espera manter o ritmo nos pagamentos e fechar 2019 com um repasse total de R$ 2,6 bilhões para obras, totalizando R$ 9 bilhões em investimentos totais no ano.

Meta ousada

A meta para 2020 é alcançar um acréscimo no orçamento da pasta que, até o momento, tem estipulado um teto de R$ 6 bilhões para o ano que está chegando.

Para isso, a estratégia do ministro é aprovar um crédito suplementar no orçamento e pagar ainda em 2019 recursos destinados a obras que são executadas por Estados, municípios ou fundos específicos (como é o caso do Fundo de Arrendamento Residencial, que banca o Minha Casa, Minha Vida).

Esse dinheiro formaria uma reserva de caixa, que começaria a ser paga de maneira efetiva somente nos primeiros meses do ano que vem.