Governo Bolsonaro continua com desaprovação recorde, diz pesquisa

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a solenidade de posse dos ministros da Justiça e Segurança Pública; e da Advocacia-Geral da União no Palácio do Planalto

O governo do presidente Jair Bolsonaro continua em alta taxa de rejeição. O percentual de desaprovação da administração federal atinge 52%, sendo a segunda pior desde o início de gestão. Os dados são de pesquisa Exame/Ideia. O índice de desaprovação é quase o dobro do que dos que aprovam ou não têm não aprovam nem desaprovam.

De acordo com a Exame, o índice dos que aprovam atinge 24%. Já a parcela dos entrevistados que não aprovam e nem desaprovam chega a 22%. Não souberam responder, outra fatia de 2%. Segundo a pesquisa, nem mesmo o pagamento da segunda rodada do auxílio emergencial conseguiu alavancar a popularidade do presidente.

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Matéria da revista Exame informa que o quadro é bem diferente quando do pagamento da primeira rodada do auxílio. No ano passado, o pagamento do benefício ajudou a melhorar a imagem do governo.

 

Bolsonaro: desaprovação recorde se repete após quase um ano

A última vez que o governo Bolsonaro tinha atingido 54% de desaprovação foi no início deste ano. Antes disso, havia chegado ao mesmo patamar em junho do ano passado. Depois desse pico, começou a cair.

Mas somente no fim do ano passado, o índice de aprovação foi maior, chegando a 41% contra 34% de que não aprovava a gestão.

A pesquisa mostrou ainda que a grande base de apoio do governo continua sendo o eleitorado evangélico. Parcela de 40% de pessoas desse segmento religioso aprovam o governo. Ao passo que a gestão Bolsonaro é aprovada por 24% dos católicos.

Esse dado traduz que, embora ainda tenha um apoio maciço do eleitorado evangélico, não é a maioria.

“A gente vê claramente que há uma estabilidade na aprovação presidencial. Ótimo e bom estão completamente na margem de erro e ruim e péssimo também. Vale destacar a força do presidente no Centro-Oeste e a recuperação da aprovação no Norte. Isso se deve ao primeiro mês inteiro da volta do auxílio emergencial. Também vale destacar como o presidente tem performado mal nos grupos de ensino superior”, disse Maurício Moura, fundador do Idea, um dos institutos da pesquisa.

O dado citado por Moura é a desaprovação de quem tem ensino superior. De acordo com a sondagem, 64% de quem tem educação superior avaliam o governo como ruim ou péssimo.

CPI: maioria aprova trabalhos

A pesquisa também avaliou a percepção sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que avalia a gestão da pandemia. Parcela de 59% aprova a criação da comissão. Outra fatia de 34% é indiferente: não aprova e nem desaprova.

Já a menor fatia, de 7% dos entrevistados, desaprova os trabalhos da comissão de inquérito.

A pesquisa mostrou ainda que 45% acredita que a CPI irá provocar uma mudança de abordagem do governo sobre a pandemia. Outra parcela de 30% disse que nada irá mudar. Já uma outra fatia de 25%, não soube responder.

A pesquisa ouviu 1.230 pessoas entre os dias 4 e 5 de maio.

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