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Governo anuncia acordo, mas caminhoneiros se mantêm resistentes

Protestos ainda acontecem em 24 estados e no Distrito Federal, nesta sexta-feira.

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Depois de ouvir o anúncio do Governo, na noite desta quinta-feira (24), muita gente achou que o acordo com as entidades representantes dos caminhoneiros significaria a volta da normalidade – ou pelo menos parte dela – nesta sexta-feira (25). Mas não foi bem assim…

Os postos de combustíveis continuam fechados, os supermercados estão cada vez com menos comida, o transporte coletivo funciona parcialmente e muitos hospitais suspenderam parte dos atendimentos por falta de material para trabalhar. Tudo isso reflexo dos bloqueios em rodovias, que impedem o abastecimento e fornecimento de produtos em praticamente todas as cidades brasileiras.

Na manhã desta sexta-feira, o protesto dos caminhoneiros continuava em 24 estados e também no Distrito Federal. As manifestações ganharam ainda mais força com o apoio de outras categorias, como de vans escolares e caçambeiros.

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Foto: Miguel Schincariol/Divulgação

Impactos na economia

Em cinco dias de paralisação, o Brasil virou de pernas para o ar. Além de mudar a rotina da maioria dos brasileiros, que precisam de adaptar aos reflexos da greve, a economia sente cada vez mais forte os impactos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse que atualmente, todas as linhas de produção estão paradas. Com isso, o Brasil deixará de arrecadar R$ 250 milhões ao dia, valor que a indústria automobilística gera de impostos diariamente.

E não é só isso. A cada hora que passa, aumenta o número de empresas parcialmente ou totalmente paradas em consequência da greve. Sem matéria-prima para trabalhar, setores importantes da indústria estão de “mãos atadas”, como é o caso dos segmentos de celulose e química.

Negociação e resistência

O Governo do Brasil anunciou que vai garantir por 30 dias o congelamento de 10% de desconto no valor do óleo diesel, com o Tesouro Nacional bancando o subsídio para a Petrobras.

Além do desconto de 10% no diesel, o Palácio do Planalto afirmou que vai exigir uma política de reajuste mensal dos combustíveis. Os possíveis impactos causados pelo não reajuste diário na Petrobras também seriam supridos pelo Tesouro Nacional.

Na negociação, nesta quinta-feira, parte dos representantes dos caminheiros sinalizou que, com tais medidas, daria uma trégua de 15 nas manifestações. Porém, por enquanto, elas seguem, justamente porque o acordo não foi aceito por todos.

Representantes da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA), informaram que estão analisando se o acordo é suficiente.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) não assinou o acordo e não concorda com o fim da paralisação. Assim como a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas (Sinditac). Ambas as entidades defendem a permanência da greve.

Só nos resta esperar.

Enquanto isso…

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Patrícia Auth

Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.

Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.

Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

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