Governo acredita que caso Wajngarten já está “sob controle”

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil/Anderson Riedel

Jair Bolsonaro cancelou reunião de emergência para discutir o futuro do secretário especial de Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, depois que este fez um pronunciamento na TV Brasil 2 classificado como “transparente e de coragem moral”, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

“Se determinados grupos de comunicação ou institutos de pesquisa tinham em mim a tentativa de construção de uma ponte de diálogo, essa ponte foi explodida agora”, afirmou em seu pronunciamento no canal oficial do governo federal.

Na quarta, o jornal Folha de S. Paulo revelou na quarta, 15, que ele é sócio de empresa que mantém contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas de contratos com o governo e a própria Secom, o que configuraria conflito de interesses.

O pronunciamento de Wajngarten teve 18 minutos de duração. “Não sabia como funciona o processo de nomeação, fui orientado pela SAJ, pela AGU, pela CGU, por todos os órgãos competentes. Demorou muito porque eu precisava me descompatibilizar, sair de duas empresas das quais eu consto do quadro de seus CNJPs”, disse, garantindo o afastamento.

O governo teria considerado que a situação já está “sob controle”.