Governadores articulam frente para desafiar Bolsonaro após carta

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução Wilson Dias/Agência Brasil

Após divulgar uma carta com crítica ao governo do presidente jair Bolsonaro, governadores decidiram parar de lidar apenas com questões tributárias, como disputas sobre o ICMS de combustíveis, e passaram para a ação institucional. As  informações são da Folha de São Paulo.

O próximo alvo de atuação imediata é a área de segurança pública. O incidente em que o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado por policiais grevistas na última quarta (19) foi visto com um alerta por essa frente de governadores.

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Segundo eles, há o temor de que setores policiais, em especial algumas PMs, sejam insuflados contra os Executivos locais por apoiadores das franjas mais radicais do bolsonarismo – quando não por integrantes do próprio governo federal.

O próximo alvo de ação é a zona de segurança pública, depois que o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado por policias grevistas na última quarta-feira,19. Segundo o governadores, existe a preocupação de que a polícia, sejam apoiados pelos grupos de apoiadores de Bolsonaro mais radicais e colocado contra os Executivos locais – se não pelo próprio governo federal.

Fazem parte da turma 20 dos 27 governadores, justamente os signatários da carta desta segunda (17) em que criticavam Bolsonaro por ter associado um deles, Rui Costa (PT-BA), às circunstâncias nebulosas da morte do miliciano Adriano da Nóbrega. O ex-PM era ligado ao filho presidencial Flávio, sob investigação. Esse colegiado não é integrado pelos três governadores do PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu, e outros aliados como Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Eles fazem parte de 20 membros dos 27 governadores, que são os signatários desta carta na segunda-feira (17), na qual criticaram Bolsonaro por ter associado um deles a morte de Rui Costa (PT-BA), e as circunstâncias da morte do membro da  milícia Adriano da Nóbrega. O ex-PM tem ligações com Flavio, filho do Bolsonaro, que está sob investigação.

O grupo tem o apoio de quatro governos: Em uma nota criticando o desafio de Bolsonaro para que estados reduzissem o ICMS dos combustíveis, quatro deles (MT, RR, SC e PR) seguiram a maioria.

Mas o fato é que o debate é todo online, em um grupo de WhatsApp criado por sugestão do governador João Doria (PSDB-SP) no ano passado. Foi ali que circularam e foram aprimorados os textos críticos ao governo. Não faltaram governadores criticando a ideia de gerar uma replicação da pressão por reajustes Brasil afora, ainda mais vindo de um estado em situação econômica precária.

Oficialmente, o espaço de discussão é o Fórum Nacional de Governadores, que se reúne periodicamente -o último encontro foi na semana passada e o próximo, provavelmente, em 17 de abril.