Governador do Amapá diz que decreto de Bolsonaro sobre Amazônia “é inconcebível”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

“Inconcebível”. Essa foi a definição usada pelo governador do Amapá, Waldez Góes, sobre o decreto anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro, que exclui os governadores da região do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Góes, que também é presidente do Consórcio Interestadual dos Estados da Amazônia Legal, foi duro ao afirmar que não tem sentido o Governo Federal tomar atitudes relacionadas à Amazônia sem escutar o que os governadores da região têm a dizer.

“Não admitimos qualquer debate e iniciativa de ação, de controle e alternativas sem a participação dos amazônidas. É inconcebível”, disparou, em entrevista ao Portal Uol.

Antes vinculado ao Ministério do Meio-Ambiente, o colegiado agora tem no comando o vice-presidente Hamilton Mourão, é ligado a outros 14 ministérios e não conta mais com nove governadores da Amazônia legal.

Para Góes, a nova estratégia “não tem como dar certo”, pois é um retrocesso. “Se não for criada uma metodologia que o conselho considere, prioritariamente, valorizar e escutar o conhecimento dos agentes locais da sociedade civil, não tem como dar certo. A construção deve ser coletiva e integrada”, pontuou.

Mais Brasília, menos Amazônia

Na visão do governador do Amapá, a decisão de Bolsonaro foi tomada pensando muito mais em um viés político do que na real necessidade da região.

“Foi montado um conselho com dezenas de órgãos federais, 14, para atuar na Amazônia. Não fomos ouvidos para constituir essa iniciativa. Depois, houve um chamado feito em cima da hora para que participássemos do evento. É mais Brasília e menos Brasil, menos Amazônia”, criticou, em reportagem publicada pelo site da Veja.

Apesar de o vice-presidente Hamilton Mourão, novo responsável pelo órgão, ter afirmado que escutará os governadores antes de tomar tal decisão, Góes pontuou que mais pessoas da região deveriam ser ouvidas para encontrar os melhores caminhos para a Amazônia.

Em sua visão, além dos governadores, “empreendedores locais e membros da sociedade civil têm conhecimento e propriedade para falar sobre as particularidades da região, o que justificaria a manutenção dos Estados na composição do conselho”.

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