Google mostra queda de 71% em lojas e estabelecimentos de lazer

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Pixabay

A tecnologia de rastreamento do Google divulgou um levantamento que apontou a queda de movimento nas ruas e estabelecimentos por conta do coronavírus em 131 países e regiões.

Segundo reportagem do jornal O Globo, no Brasil a constatação foi de que a pandemia de Covid-19 impactou em cheio as lojas e estabelecimentos de lazer.

A queda registrada, de acordo com os dados divulgados pelo Google, foi de 71% em estabelecimentos como bares, restaurantes, shopping centers, cinemas e museus.

O levantamento apontou ainda que mesmo os estabelecimentos que podem permanecer abertos durante a quarentena também registraram quedas consideráveis.

É o caso dos mercados e das farmácias, que estão com um movimento 35% menor em relação ao que estavam acostumados antes da crise do coronavírus.

A redução percebida por meio do rastreamento do Google foi de 62% em pontos de ônibus, estações de trem e de metrô e de 34% nos locais de trabalho.

São Paulo e Rio de Janeiro

Os números envolvendo duas das principais capitais do Brasil, e as que têm em seus governadores expoentes na defesa do isolamento social, mostraram quedas significativas.

São Paulo, de João Doria, e Rio de Janeiro, de Wilson Witzel, apresentam cenários semelhantes de acordo com o levantamento mostrado pelo Google.

Na capital paulista, recordista em número de casos e de óbitos por coronavírus, o movimento em lojas e locais de lazer caiu 72%, enquanto farmácias e mercados tiveram diminuição de 36%.

No Rio de Janeiro, segundo Estado em casos de Covid-19 do País, a queda no varejo e no entretenimento também foi de 72%. Farmácias e mercados apresentaram diminuição de 32% no movimento.

O “campeão” em redução de circulação de pessoas é o Estado de Santa Catarina. A região apresentou 80% de queda nas lojas e locais de lazer, 49% em mercados e farmácias, 49% em espaços públicos e 84% no sistema de transporte.

O método do Google

Comunicado do Google assinado por Jen Fitzpatrick, vice-presidente de GEO, e Karen Desalvo, diretora de saúde do Google Health, deu uma pequena explicação de como os dados foram compilados.

“Nós, do Google Maps, já usamos dados agregados e anônimos que indicam a movimentação em determinados lugares. Isso ajuda a identificar, por exemplo, vias com trânsito intenso ou horários de pico em restaurantes”, diz parte da nota.

“Agora, autoridades sanitárias nos disseram que esse mesmo tipo de dado agregado e anônimo poderia ser útil para tomar decisões fundamentais no combate à COVID-19”, completa o comunicado.

Segundo o Google, as informações colhidas e posteriormente divulgadas são anonimizadas, o que impede a identificação dos usuários, e pertencentes apenas a pessoas que optaram ativar o histórico de localização.

“Esperamos que os relatórios sejam uma nova ferramenta para fundamentar decisões de enfrentamento à pandemia de coronavírus. Um exemplo de possível utilização é ajudar as autoridades a entender mudanças em trajetos essenciais, que poderão ser transformadas em recomendações sobre horários de funcionamento ou de serviços de entrega”.

Coronavírus já causou mais de 60 mil mortes no mundo

Crise do coronavírus afeta patrocinadores de futebol e até de LoL