Gol (GOLL4) teve queda de 22,2% na oferta de assentos em março

Marcia Furlan
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Crédito: Medidas do governo dão sobrevida às aéreas; ações disparam

A Gol registrou uma queda de 22,2% na oferta de assentos e de 29,7% na demanda em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados pela companhia.

A taxa de ocupação recuou 7,7 pontos porcentuais e ficou em 71,6%.

Covid-19

Os dados não refletem inteiramente os efeitos da pandemia de coronavírus, porque até o dia 13, de acordo com a companhia, a operação estava praticamente normal, com taxa de ocupação de 82%.

A oferta de voos domésticos em março caiu 20,4% e a demanda recuou 27,4%, o que gerou uma taxa de ocupação de 72,8%. A oferta de voos internacionais e a demanda declinaram 31,7% e 42,9% respectivamente, com taxa de ocupação de 63,8%.

Malha essencial

No comunicado ao mercado, a Gol reforçou que a malha essencial de voos atual, em decorrência de todos os ajustes que foram feitos para responder à queda da demanda, representa uma diminuição de 92% nos voos domésticos.

A operação internacional está totalmente interrompida temporariamente.

Novos ajustes podem ser feitos, de acordo com a empresa, para ajustar a oferta a novos patamares de demanda.

Ações

Apesar dos resultados, há pouco as ações da Gol registravam alta próxima a 9%, seguindo o comportamento de diversas empresas, que vivem dia de recuperação na bolsa de valores. A concorrente Azul (AZUL4) também tinha valorização expressiva, perto de 10%.

Pesa sobre o papel das empresas do setor a notícia veiculada hoje no jornal Valor Econômico, pela qual as aéreas estão negociando com o BNDES um aporte de R$ 3 bilhões cada, que incluiria também a Latam.

A ajuda, no entanto, esbarra na falta de acordo sobre o preço das debêntures conversíveis que serão emitidas pelas empresas e subscritas pelo BNDES.