Goldman Sachs aposta em recuperação de ações emergentes

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / Poder360

Caesar Maasry, chefe de estratégia de mercados emergentes do grupo de pesquisas do Goldman Sachs está confiante.

Segundo reportagem da Bloomberg, Maasry ainda vê espaço para ganhos e recuperação das ações emergentes, mesmo com o risco de uma segunda onda na pandemia de coronavírus.

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“Estamos bastante positivos com ações emergentes taticamente. Há uma preferência crescente por ativos cíclicos e também vemos alguma fraqueza no dólar. Essa tendência de curto prazo deve continuar”, apostou.

Alta de 30%

Parte da confiança do chefe de estratégia da Goldman Sachs está no fato de o índice MSCI de ações emergentes acumular alta de 30% desde o fim de março, quando atingiu seu menor nível nos últimos quatro anos.

O impulso foi dado após a reabertura parcial da economia e das informações de que a Bolsa brasileira subiu 46% em relação às mínimas.

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Segundo Maasry, tanto Brasil quanto México parecem opções atraentes por conta das perspectivas de taxas de juros ainda mais baixas.

“Ao contrário dos mercados desenvolvidos, onde margem financeira é o primordial, o crescimento do crédito é o fator mais importante em mercados emergentes, e tende a acelerar quando as taxas de juros estão muito baixas”.

Ibovespa

A desvalorização do real frente ao dólar – 36% desde o início do ano – fez o Ibovespa registrar o segundo pior índice do mundo entre os principais mercados acionários.

O Goldman Sachs projetou o Ibovespa a 100 mil pontos em 12 meses, 8% acima dos níveis atuais. Já o Mexbol, do México, pode subir cerca de 12%, para 42 mil pontos.

“Em um prazo um pouco maior, talvez de 12 meses, os desafios fiscais podem entrar em foco e os investidores podem perceber que a taxa de crescimento do Brasil talvez não seja tão forte quanto esperavam”.

Egito e Ucrânia são outros dois mercados citados pelo Goldman como atraentes. “Enquanto ações de emergentes precificam um crescimento de médio prazo de 2,5% e as moedas precificam um crescimento de 1%, os títulos emergentes ainda precificam uma contração de 1%”.

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