Goldman recomenda vender ações da Apple

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Reprodução/Pexels

O Goldman Sachs disse nesta sexta-feira (17), que acredita na redução de 36% nas vendas de iPhones durante o atual trimestre devido ao coronavírus e mudou recomendação das ações da Apple para “vender”. Os papéis da Apple tiveram perdas de 1,36% ontem (17).

Os analistas do banco baixaram o preço-alvo da ação da Apple em 7%, de acordo com o relatório que estima as vendas de iPhones no atual trimestre que termina em junho e que corresponde ao terceiro trimestre fiscal da companhia. Com informações da Reuters.

O Goldman Sachs ainda mencionou que o preço médio de venda de aparelhos eletrônicos de consumo provavelmente vai reduzir durante a recessão impulsionada pela pandemia.

“Não assumimos que esta recessão fará a Apple perder usuários em relação à base instalada. Apenas assumimos que os atuais usuários vão manter seus aparelhos por mais tempo antes de trocá-los por versões mais novas e que escolherão modelos mais baratos da Apple quando forem comprar novos”, disseram os analistas do Goldman Sachs no relatório.

Peter Tuz, presidente do Chase Investment Counsel, que possui ações da Apple na carteira, acredita em diminuição expressiva nas vendas de iPhones, mas 36% parece ser “extremo”.

“Eu considero parte disso como uma demanda retardada…Acho que parte (dos consumidores) vai voltar em trimestres melhores”, disse Tuz.

Uma recomendação de venda do Goldman é relativamente rara. De todas ações cobertas, apenas 15% têm indicações de venda e 46% recomendações de compra e 39% de manutenção.

Dos 40 analistas que acompanham a Apple, 30 têm recomendação de compra das ações da empresa, 7 indicam manutenção e somente 3 afirmam que o melhor é vender, segundo dados da Refinitiv.

Nesta semana, a Apple lançou uma versão do iPhone de U$ 399, diminuindo o preço de entrada da linha para expandir o público potencial a ser atingido pelo smartphone.

O Goldman acredita que a Apple lance novos iPhones no início de novembro, uma vez que as limitações de viagens impostas por medidas de quarentena restringem a movimentação de engenheiros da companhia que acompanham o processo produtivo.

Desde que o índice S&P 500 atingiu recorde em 19 de fevereiro, as ações da Apple acumulam perdas de aproximadamente 13% contra queda de 16% do índice.