Goldman Sachs prevê recuo de 0,4% no crescimento dos EUA em razão do coronavírus

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Zhipeng Ya/Unsplash

Analistas da Goldman Sachs acreditam que a velocidade de proliferação do coronavírus atrapalhará o crescimento econômico dos Estados Unidos. Segundo publicado pela CNBC, a análise divulgada nesta quinta-feira (30), prevê a desaceleração de 0,4% do crescimento anual do país. A estimativa é de que esse impacto seja sentido ainda neste primeiro trimestre de 2020.

Conforme a companhia de investimentos, no segundo trimestre, poderá ocorrer uma recuperação, impulsionando o crescimento anual entre 0,3% e 0,4%. Até então, a expectativa da Goldman Sachs era de “apenas um pequeno atrito líquido”, cerca de 0,05%, sobre o crescimento. “O empecilho ao crescimento ocorre principalmente pelo menor turismo da China e menor exportação de mercadorias dos EUA à China”, explicaram.

Assim, a estimativa da Goldman surge em uma tentativa de avaliação dos prováveis efeitos do surto de coronavírus na economia. A fim de auxiliar na atualização dos participantes do mercado financeiro. Ainda nesta sexta-feira (31), o enviado da China às Nações Unidas anunciou as 213 mortes em território chinês. E mais de 9.800 casos confirmados de infecção pelo vírus.

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Diante disso, na quinta-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o coronavírus como uma emergência de saúde global. E a grande preocupação do órgão é que o surto avance a países com sistemas de saúde deficientes. Devido ao posicionamento da OMS será possível que a agência de saúde das Nações Unidas mobilize assistências para a contenção. Desde a descoberta na cidade chinesa de Wuhan, no final de dezembro de 2019, o coronavírus já se alastrou para, pelo menos, 18 outros países.

As previsões do Goldman Sachs

Apesar da previsão para um arrasto líquido de 0,05 pontos percentuais no avanço econômico anual, os analistas do Goldman estavam “enviesados ​​em direção a um impacto maior”. O alerta foi registrado em nota de pesquisa especificamente voltada ao impacto do coronavírus na economia dos EUA.

Isso porque “uma mudança no fluxo de notícias pode levar ao aumento do comportamento doméstico, por aversão ao risco, ou à compressão financeira sustentada pelas condições”. “Um surto maior do vírus nos EUA, ou o medo dele, pode levar a um declínio nas viagens domésticas, traslados e compras”, acrescentaram.