Gol (GOLL4) tem como premissa básica não queimar caixa, diz CEO

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Credito: Rovena Rosa/agência Brasil

O presidente da Gol (GOLL4), Paulo Sergio Kakinoff, afirmou que desde o início da crise, a companhia aérea está operando uma malha que tem como premissa básica não contribuir negativamente para o consumo de caixa, em teleconferência realizada nesta sexta (31).

Conforme o executivo, a companhia tem restabelecido a oferta a medida que identifica uma demanda minimamente suficiente pra atender esse pré-requisito.

O segundo ponto, trata-se da integração da malha aérea da companhia. “Hoje nós temos um percentual de conectividade que é muito alto”, disse.

Kakinoff informou que o nível de conectividade da GOL está na casa dos 40%. Ou seja, maior que média pré-Covid, que era de aproximadamente 30%.

Além dessas premissas, o relaxamento ou identificação das ações de isolamento social, são fundamentais para o aumento da oferta.

De acordo com o executivo, estes são os três fatores fundamentais para direcionar a expansão da oferta de voos.

Retomada

O presidente da GOL também informou que até o final deste ano a frequência de voos domésticos deve atingir 80% das frequências e destinos operados antes da pandemia.

Kakinoff ressalta que este aumento na demanda repercute um aumento da confiança dos passageiros.

“Hoje a demanda tem crescido pela própria divulgação das pessoas que precisaram viajar neste período e tem refletido uma experiência muito segura e positiva em relação as medidas preventivas que foram adotadas, atestando que é muito seguro voar neste momento”, explicou o presidente da Gol.

Prejuízo bilionário

A Gol (GOLL4) registrou um prejuízo de R$ 1,997 bilhão no segundo trimestre de 2020, ante um prejuízo de R$ 194,6 milhões um ano antes.

O desempenho foi impactado severamente pelos efeitos da pandemia do coronavírus e variação cambial do perído.

Já o prejuízo recorrente alcançou R$ 771,8 milhões, contra R$ 2,1 milhões no segundo trimestre do ano anterior.

A receita líquida atingiu R$ 357,8 milhões no trimestre, uma redução de 88,6% na comparação com igual período de 2019.

Conforme a Gol, o desempenho foi afetado principalmente pela redução na demanda em decorrência da adoção do comportamento de distanciamento social pelos clientes e do fechamento das fronteiras, impossibilitando a realização de voos internacionais.

Apesar da queda significativa na quantidade de voos realizados, as receitas de transporte de cargas apresentaram uma queda menos acentuada, correspondendo a 50,7%.