Gol (GOLL4) fecha acordo com Boeing sobre pedidos e pagamentos do 737 Max

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

A Gol (GOLL4), maior companhia aérea doméstica do Brasil, anunciou nesta terça-feira (14) que chegou a um acordo com Boeing em relação ao 737 MAX.

O acordo prevê a compensação em dinheiro e alterações em pedidos futuros e pagamentos associados. A companhia não informou os valores da operação.

O Diretor-Presidente da Gol, Paulo Kakinoff, afirmou que a empresa “segue totalmente comprometida com o 737 MAX como núcleo de sua frota e este acordo reforça ainda mais nossa longa e bem-sucedida parceira com a Boeing”.

250 Boeing 737

A companhia opera uma frota única de aeronaves da Boeing, desde sua fundação.

A Gol é uma das maiores clientes da Boeing para os modelos 737 em todo o planeta, e até hoje recebeu e operou mais de 250 aeronaves da Boeing 737.

No começo do ano passado, agências reguladoras, como FAA, EASA e ANAC, determinaram a paralisação do 737 MAX, o que resultou na parada de 7 aeronaves 737 MAX da Gol e, também, na não entrega de 25 aeronaves presvistas para 2019. Isso afetou negativamente as operações da companhia, a sua expansão de frota e crescimento.

Detalhes confidenciais

Após negociações entre a Gol e a Boeing, a primeira será compensada financeiramente e terá flexibilização para adotar os requisitos dinâmicos da frota para equilibrar oferta e demanda.

Por enquanto, os detalhes da transação são confidenciais. O acordo é composto por compensação em dinheiro e o cancelamento de 34 pedidos, diminuindo os pedidos remanescentes da companhia para 737 MAX de 129 para 95 e aumentando a flexibilidade para atender futuras demanda da Gol.

Boeing registra número histórico de cancelamentos

Além da Gol, outros clientes cancelaram pedidos da aeronave 737 MAX, totalizando 150 cancelamentos em março, o maior número em décadas, informou a Boeing.

A companhia norte-americana já enfrentava queda na demanda, após a morte de 346 pessoas em dois acidentes envolvendo a aeronave 737 MAX.

As medidas restritivas por causa do coronavírus promoveram o declínio acentuado na demanda de seus clientes.