GOL (GOLL4) reverte prejuízo e lucra R$ 642 milhões no 2TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/GOL

A GOL (GOLL4) reverteu o prejuízo de R$ 1,99 bilhão do segundo trimestre de 2020 e lucrou R$ 642,9 milhões no segundo trimestre deste ano (2TRI21) na demonstração dos resultados em IFRS.

Assim, com a retomada de voos de forma mais consistente em 2021, a margem líquida da empresa saiu de -558% (2TRI20) para +62,5% (2TRI21).

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O reflexo das menores restrições por conta da Covid-19 também foram sentidos nos dados acumulados do primeiro semestre. Porém, a empresa ainda acumula este ano prejuízo de R$ 1,88 bilhão no 2TRI21 – contra R$ 4,28 bilhões dos seis primeiros meses de 2020.

Já nos resultados recorrentes, a GOL apresentou prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão no 2TRI21 – contra prejuízo de R$ 771,8 milhões no 2TRI20.

Gol (GOLL4): principais números do balanço do 2TRI21

Lucro líquido dos resultados IFRS

  • Lucro 2TRI21: R$ 642,9 milhões
  • Prejuízo 2TRI20: R$ 1,99 bilhão

Ebit IFRS

  • Ebitda 2TRI21: R$ -810,2 milhões
  • Ebitda 2TRI20: R$ -897,6 milhões

Ebitda ajustado recorrente

  • Ebitda 2TRI21: R$ -466,6 milhões
  • Ebitda 2TRI20: R$ -282,5 milhões

Receita líquida

  • Receita 2TRI21: R$ 1,02 bilhão
  • Receita 2TRI20: R$ 357,8 milhões

Receita da GOL aumenta 187%

A receita da GOL teve alta de 187% no comparativo anual.

Assim, o indicador passou de R$ 357,8 milhões para R$ 1,02 bilhão ao fim do 2TRI21.

Além do aumento significativo na quantidade de voos realizados, as receitas de transporte de cargas apresentaram incremento de 83,0%, devido ao reajuste nos preços de determinados produtos, maiores volumes transportados e ao lançamento do Chegol, serviço de entregas. A receita líquida consolidada do programa de fidelidade aumentou 190,1% em comparação ao 2T20.

As vendas médias diárias da GOL foram de R$ 18 milhões, as quais representam cerca de 54% dos níveis de venda pré-pandemia, R$ 60 milhões acima do 1T21 e 137% acima do 2T20.

“Um trimestre tradicionalmente fraco se mostrou um período de retomada para o setor, que voltou a crescer em linha com a tendência de queda de casos de Covid-19, especialmente a partir de junho/21”, afirma a empresa.

O resultado financeiro líquido foi de R$ 1,479,9 bilhão, um aumento de R$ 2,6 bilhões na comparação com o 2T20, principalmente em decorrência de ganhos com variações cambiais e monetárias de R$ 1,9 bilhão, e ganhos com ESN e capped call, que variaram R$ 310,3 milhões, parcialmente compensados por despesas com juros de empréstimos e financiamentos que aumentaram R$ 131,7 milhões, e redução de R$ 22,4 milhões nos ganhos com aplicações financeiras na comparação.

Número de passageiros cresce 366%

O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) aumentou 344% comparativamente ao 2T20, totalizando 3,4 bilhões no 2TRI21 (-63% vs. 2T19).

Já o Assento Quilômetro Ofertado (ASK) aumentou 307% em relação ao 2T20 (-65% vs. 2T19).

A GOL transportou 2,9 milhões de clientes no trimestre, um aumento de 366% versus o 2T20 (-64% vs. 2T19).

A taxa de ocupação média de 85,1%, um aumento de 7,0 p.p. em relação ao 2T20, principalmente em decorrência da gestão de oferta, adicionando capacidade em equilíbrio com os sinais da demanda e o data analytics proprietário da GOL.

A GOL amortizou aproximadamente R$ 450 milhões de dívida no segundo trimestre de 2021 e ao mesmo tempo, liberou ativos de valor de mercado de US$250 milhões.

Malha redesenhada com foco na demanda de lazer

Atualmente, a frota da GOL conta com 94 aeronaves dos modelos 737-800, 23 aeronaves 737-700 e 10 aeronaves Boeing 737 MAX.

Em junho, a GOL deu início às operações do Boeing 737 MAX 8 em Congonhas (SP), um dos mais importantes e movimentados aeroportos do país. Como consequência de sua flexibilidade, a malha da GOL foi redesenhada com foco na demanda de lazer, principalmente na região Nordeste do Brasil, através do hub da Companhia em Salvador.

“Seguimos comprovando que nossa frota padronizada e flexível continua sendo a melhor estratégia para atender as flutuações da demanda. Estamos extraindo maior valor de nossa malha em relação às demais aéreas, retomando nossas operações com maior qualidade quando comparado ao período pré-pandemia, e podemos ajustar quase instantaneamente as nossas frequências nos mercados mais aquecidos” comentou Celso Ferrer, Diretor Vice-presidente de Operações.

Aumento de 46% dos voos para o segundo semestre

A retomada operacional iniciada em meados do 2T21 deve seguir em ritmo crescente à medida que a imunização da população se intensifica, diz a GOL.

Assim, conforme nos aproximamos da alta temporada de verão, a capacidade planejada para o 2S21 da GOL apresenta aumento de 46% sobre 2S20.

Para adequar os custos operacionais aos patamares atuais de vendas e demanda, a GOL operará no final do período 102 aeronaves em sua malha (versus 110 projetado anteriormente), que representará 133% da frota média operada no 2S20 e 56% maior em relação ao 1S21.

Espera-se que a receita do segundo semestre aumente aproximadamente 85% comparada com o mesmo período do ano anterior (versus 100% projetado anteriormente).

“A GOL espera encerrar o 2S21 com R$ 4,2 bilhões em liquidez (versus R$4,5 bilhões projetado anteriormente) e R$15,3 bilhões em dívida líquida ajustada (versus R$14,8 bilhões projetado anteriormente). Diversas importantes iniciativas são relevantes para assegurar que a GOL mantenha a liquidez nos patamares esperados no final de 2021”, afirma a empresa.