Giant Steps: tecnologia a serviço do capital pelos melhores ativos

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com
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Crédito: Giant Steps: tecnologia a serviço do capital e muito retorno na carteira

Fundada em 2011 e com R$ 3 bilhões administrados, a Giant Steps Capital se destaca por utilizar tecnologia de ponta para “peneirar os melhores ativos escondidos no mercado.”

A definição é dos próprios sócios Flávio Terni e Pedro Simonetti, para quem a inteligência artificial é imprescindível, hoje, em qualquer segmento.

Inclusive, de acordo com o mercado financeiro, a Giant está entre as maiores gestoras quantitativas da América Latina.

Para os sócios, trata-se de uma administradora de fundos multimercados.

Isso porque ela se utiliza da metodologia tradicional, mas potencializa sua capacidade de entrega por meio de metadados, que são dados sobre dados peneirados por computadores.

“No mercado, quem tem mais acesso à informação, acaba tendo vantagem em encontrar oportunidades para ganhar dinheiro”, disseram.

Eles conversaram com Luis Fernando Moran e Elias Wiggers, sócios da EQI Investimentos, na tarde de quinta-feira (7).

Em busca da pepita

Como analogia acerca da tecnologia no dia a dia da Giant, eles lembram que um século atrás, para se encontrar ouro o mercado se organizava entre homens, peneiras e pás.

Atualmente, se extrai muito mais ouro da natureza, porém, as companhias desse segmento costumam ser automatizadas. É o capital humano aliado ao capital tecnológico.

Entretanto, a dificuldade da era moderna está em conseguir distinguir o que é informação daquilo que é somente ruído. “Trata-se de sistematizar o processo de escolha”, disseram.

“As pessoas acreditam que fundo que usa tecnologia tem restrição de tamanho, mas é o contrário, pois nós conseguimos dar mais escalabilidade às estratégias”, explicaram.

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Liquidez

Para driblar as peculiaridades do mercado interno, por conta da falta de liquidez em comparação a outras economias, a Giant aporta metade dos recursos no exterior.

“As duas estratégias da casa são globais, com metade ou mais da metade do risco investidos lá fora. Cada fundo tem riscos diferenciados”, ressaltaram.

Conforme eles, existem dois tipos de regime no mercado acionário: racionalidade e irracionalidade.

“Nossos fundos monitoram ativos no mundo inteiro buscando sinais de pânico ou euforia. Não se trata do exercício de prever, mas de reagir aos acontecimentos”, frisaram.

Segundo eles, esses fundos foram desenhados para ganhar dinheiro nesses momentos de instabilidade.

“Quanto mais a gente investe em infraestrutura e pessoas, melhor é a entrega dos fundos da gestora”, concluíram.

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Entre músicas e máquinas

O nome da gestora foi inspirado no disco Giant Steps (1960), do lendário saxofonista norte-americano John Coltrane.

Para os sócios, a reconhecida complexidade na elaboração das músicas por parte de Coltrane traça um paralelo com os dias atuais, entre homens e máquinas no mercado comum.

Isso porque a inteligência artificial é uma realidade e está à disposição de todos os que tiverem ímpeto, paciência e foco para utilizar o recurso no próprio negócio.