Ghosn processa Renault e pede pensão milionária após “renúncia sem validade”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Wikimedia Commons

Foragido no Líbano desde que escapou da prisão domiciliar no Japão, o empresário Carlos Ghosn, ex-diretor da aliança Nissan/Renault, está entrando na Justiça contra a montadora francesa.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Ghosn pede US$ 250 mil (cerca de R$ 1 milhão) por, supostamente, sua carta de renúncia à presidência da Renault “não ter validade”.

Ghosn chegou a enviar a carta ao conselho da Renault enquanto estava preso e, ao renunciar, abriu mão de pagamentos de aposentadoria e quaisquer bonificações pagas em forma de ações no futuro.

Os advogados do empresário, no entanto, alegam que as autoridades japonesas o forçaram a assinar a carta e também a renunciar ao posto, pois não poderia comparecer às reuniões da Renault para cumprir suas funções.

O processo foi aberto antes mesmo de ele fugir do Japão, e seus advogados alegam que Ghosn tem direito ao pagamento, apesar dele ter sido destituído do cargo em janeiro de 2019, quando era prisioneiro das autoridades japonesas.

Ghosn também entrará com um outro pedido na Justiça francesa, pedindo pensão de 770 mil euros anuais e mais 15,5 milhões em bonificações que lhe teriam sido pagos caso continuasse na companhia.

O jornal francês Le Figaro foi o primeiro a noticiar as ações de Ghosn, mas a Renault se negou a tecer qualquer comentário sobre os processos.

As informações da mídia francesa vão de encontro ao que prometeu o empresário na entrevista coletiva concedida no último dia 8, em Beirute, no Líbano.

Ghosn havia prometido “limpar seu nome” e comprovar que as acusações contra ele eram infundadas. As primeiras audiências devem ocorrer em fevereiro, mas o empresário não tem obrigação de comparecer pessoalmente.


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