Gestor da Alaska Asset, Henrique Bredda dá dicas para investidores

Osni Alves
Jornalista
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Crédito: Gestor da Alaska Asset, Henrique Breda dá dicas para investidores

Gestor de um dos fundos mais lucrativos do Brasil, o engenheiro Henrique Bredda, da Alaska Asset Management, está entre os mais assertivos profissionais do mercado de ações.

Um dos produtos oferecidos pela empresa dele rendeu 129,2% em 2016 e 74,6% em 2017, uma rentabilidade de 352% no período contra 95% do Ibovespa, à época.

“De 2016 a 2020, a gente subiu 850%”, disse ao CEO da EQI Investimentos, Juliano Custódio, e ao assessor da EQI, Roberto Varaschin, também sócio na companhia.

Bredda participou de uma live nas redes sociais onde falou um pouco sobre como a Alaska analisa ativos e planeja suas ações no mercado financeiro.

“Ativo barato faz a gente ficar dentro da Bolsa. Ativo caro faz a gente ficar fora”, disse, acrescentando que a Alaska analisa a geração de caixa livre.

“Olhamos tudo o que a companhia gera depois de pagar imposto, fornecedor e outros custos. A gente tenta descobrir qual a taxa que temos que descontar no futuro e damos o preço do ativo”, explicou.

E acrescenta: “fazemos o contrário do jeito tradicional, onde se olha o quanto a companhia vale e, a partir daí, se estima uma taxa livre de risco, mais o prêmio.”

Para Bredda, o jeito Alaska de avaliar leva em consideração o que vai ser impacto de fato em uma companhia no curto, médio e longo prazo.

“Primeiro você estima o que é perda de fato, analisando empresa por empresa. Quanto mais barata a companhia, maior será o TIR [a taxa interna de retorno]”, ressaltou.

A fala do especialista é para contextualizar o cenário atual, que por conta da volatilidade dos papeis, decorrentes da economia nacional, aliada ao coronavírus, considerado turbulento. Para ele, “há muito ruído no mercado.”

A Bolsa não é o PIB

De acordo com o gestor, a Bolsa brasileira não é o PIB. “Temos oito milhões de CNPJs no Brasil, dos quais apenas 470 estão na Bolsa.”

A afirmação diz respeito à solidez da BMF&Bovespa, visto que muitas companhias poderão desaparecer no pós-crise, mas não a Bolsa.

“Para a Bolsa, essas crises funcionam como uma queimada na floresta. Algumas árvores vão queimar, mas quando o incêndio passar, a floresta ainda estará lá.”

E disse mais: “toda vez que acontece isso, a Bolsa renasce mais forte. Um monte de coisa cai e nunca mais volta, mas a Bolsa não, ela cai, mas volta”, frisou.

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De acordo com Bredda, quem tem operação que não parou, vai nadar de braçada, inclusive comprando concorrente a preço de banana. “O Bova11 vai ser cada vez mais um belo de um ativo.”

Mas é preciso ficar atento, pois “não existe alocação que seja ideal para todos. Vai depender do perfil, renda, e idade do investidor”, reforçou.


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