Gestor da Alaska Asset, Henrique Bredda dá dicas para investidores

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
1

Crédito: Gestor da Alaska Asset, Henrique Breda dá dicas para investidores

Gestor de um dos fundos mais lucrativos do Brasil, o engenheiro Henrique Bredda, da Alaska Asset Management, está entre os mais assertivos profissionais do mercado de ações.

Um dos produtos oferecidos pela empresa dele rendeu 129,2% em 2016 e 74,6% em 2017, uma rentabilidade de 352% no período contra 95% do Ibovespa, à época.

“De 2016 a 2020, a gente subiu 850%”, disse ao CEO da EQI Investimentos, Juliano Custódio, e ao assessor da EQI, Roberto Varaschin, também sócio na companhia.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

Estamos Ao Vivo!

Bredda participou de uma live nas redes sociais onde falou um pouco sobre como a Alaska analisa ativos e planeja suas ações no mercado financeiro.

“Ativo barato faz a gente ficar dentro da Bolsa. Ativo caro faz a gente ficar fora”, disse, acrescentando que a Alaska analisa a geração de caixa livre.

“Olhamos tudo o que a companhia gera depois de pagar imposto, fornecedor e outros custos. A gente tenta descobrir qual a taxa que temos que descontar no futuro e damos o preço do ativo”, explicou.

E acrescenta: “fazemos o contrário do jeito tradicional, onde se olha o quanto a companhia vale e, a partir daí, se estima uma taxa livre de risco, mais o prêmio.”

Para Bredda, o jeito Alaska de avaliar leva em consideração o que vai ser impacto de fato em uma companhia no curto, médio e longo prazo.

“Primeiro você estima o que é perda de fato, analisando empresa por empresa. Quanto mais barata a companhia, maior será o TIR [a taxa interna de retorno]”, ressaltou.

A fala do especialista é para contextualizar o cenário atual, que por conta da volatilidade dos papeis, decorrentes da economia nacional, aliada ao coronavírus, considerado turbulento. Para ele, “há muito ruído no mercado.”

A Bolsa não é o PIB

De acordo com o gestor, a Bolsa brasileira não é o PIB. “Temos oito milhões de CNPJs no Brasil, dos quais apenas 470 estão na Bolsa.”

A afirmação diz respeito à solidez da BMF&Bovespa, visto que muitas companhias poderão desaparecer no pós-crise, mas não a Bolsa.

“Para a Bolsa, essas crises funcionam como uma queimada na floresta. Algumas árvores vão queimar, mas quando o incêndio passar, a floresta ainda estará lá.”

E disse mais: “toda vez que acontece isso, a Bolsa renasce mais forte. Um monte de coisa cai e nunca mais volta, mas a Bolsa não, ela cai, mas volta”, frisou.

henrique-bredda-alaska-asset-1

De acordo com Bredda, quem tem operação que não parou, vai nadar de braçada, inclusive comprando concorrente a preço de banana. “O Bova11 vai ser cada vez mais um belo de um ativo.”

Mas é preciso ficar atento, pois “não existe alocação que seja ideal para todos. Vai depender do perfil, renda, e idade do investidor”, reforçou.