Gerdau tem potencial acima da média do mercado no setor siderúrgico, diz Credit Suisse

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Aço

Em relatório divulgado na sexta-feira (13), o analista Caio Ribeiro, da Credit Suisse, elogiou a Gerdau (GGBR4). E ainda afirmou que a empresa é a mais indicada para quem deseja lucrar com a retomada do setor siderúrgico. O profissional reforçou a recomendação de outperform. Ou seja, de que o ativo deve ter desempenho esperado para os próximos 12 meses acima da média do mercado. “No geral, vemos a Gerdau como o melhor veículo para se posicionar para a recuperação do setor de aço no Brasil”, disse o analista.

O preço-alvo para as preferenciais GGBR4 é de R$ 21, representando um ganho potencial de 37% sobre o fechamento de referência. E a análise do Credit Suisse foi acompanhada pelos investidores na última semana. Isso por que as ações da Gerdau Metalúrgia (GOAU4) e da própria GGBR4 estiveram entre as maiores altas da B3 no dia.

 

Os motivos da indicação para a Gerdau

O relatório da Credit Suisse lista uma série de motivos para ver a GGBR4 com bons olhos. Entre eles estão a retomada da construção civil, setor impactado diretamente pela Gerdau, já que a companhia é uma das maiores produtoras de aços longos do Brasil.

A Gerdau também está ajustando seus preços e, com a alta demanda, irá valorizar ainda mais seus ativos. Em janeiro do próximo ano, a companhia pensa em iniciar um novo ciclo de alta, entre 8% a 12%.

Outro motivo indicado pela Credit Suisse é o espaço para administrar as vendas da Gerdau. Se a demanda do país crescer de modo sustentável, a fatia de vendas dos ativos no exterior pode diminuir consideravelmente. Outro fator são as bons margens nos Estados Unidos, já que a Gerdau possui plantas na América do Norte. O spread do aço nos EUA está em US$ 400/tonelada, acima da média histórica de US$ 350. E mais: esse patamar deve se manter no próximo ano.