Gerdau (GGBR4), Romi (ROMI3) e JBS (JBSS3) entram na carteira de setembro da Mirae

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: JBS/Divulgação

A Mirae Asset recomendou três trocas para sua carteira de ações para setembro: entram Gerdau (GGBR4), Romi (ROMI3) e JBS (JBSS3), para as saídas de Banco do Brasil (BBAS3), BRF (BRFS3) e B3 (B3SA3).

Os outros sete papéis continuam os mesmos: Banco Inter (BIDI11), Magazine Luiza (MGLU3), MRV (MRVE3), Petrobras (PETR4), Randon (RAPT4), Vale (VALE3) e Via Varejo (VVAR3).

A carteira em agosto conseguiu uma performance melhor do que o Ibovespa, caindo apenas 0,40%, enquanto o índice despencou 3,44%.

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Divulgação / Mirae

O que a Mirae espera de setembro

A Mirae tem a expectativa de que a economia mundial mostre novos sinais de recuperação.

“Desde que não se confirme uma piora no quadro da Covid-19 no mundo”, ressalta.

“A agenda de indicadores econômicos de setembro será importante para mensurar o nível de recuperação da economia de cada país, mas ainda aguardamos que grande parte desses indicadores mostrem impacto pela pandemia, apesar que são dados passados e os investidores estarão olhando para os próximos meses”, pondera.

A Mirae crê que a qualquer sinal de enfraquecimento da economia, os bancos centrais vão despejar estímulos.

Além disso, “novas informações sobre a descoberta da vacina serão importantes no mercado acionário global e pelo que está sendo divulgado na mídia estamos avançando para uma solução”.

“Seguimos com visão positiva para a retomada da atividade econômica no Brasil”, diz.

Na visão da Mirae, “o Ibovespa deve mostrar mais um mês de recuperação, com poder para reduzir parte das perdas acumuladas no ano de 13%”.

Gerdau (GGBR4)

Segundo a Mirae, o resultado do 2T20 da Gerdau, “como esperado, veio fraco por conta da desaceleração das economias em que atua, principalmente em decorrência da pandemia de Covid-19 e do isolamento da população nos mercados que atende”.

“Por conta deste cenário e desinvestimentos feitos no passado a Gerdau registrou forte queda de produção”, diz a Mirae.

Agora, espera-se melhora do cenário de atuação para Gerdau a partir do 3T20, diante da abertura das economias no mundo.

Entretanto, normalização só a partir de 2021.

Romi (ROMI3) e JBS (JBSS3)

A Romi, no entender da Mirae, “divulgou um sólido resultado e acima da expectativa”.

Isso “em parte em virtude da carteira de pedidos finalizada no 1T20”.

“A carteira de pedidos mostrou ligeiro aumento, mas esperamos recuperação mais significativa ao longo do 2S20 e com mais ênfase a partir do 4T20, impactado em melhora de resultados nos trimestres seguintes”, conclui.

Sobre a JBS, a Mirae afirma que o 2TRI20 “foi um resultado acima da expectativa, mostrando um mercado aquecido e muito favorável, que deverá se manter ainda com demanda elevada e preços atraentes, beneficiando o setor e a empresa”.

Dividendos

A Mirae fez três mudanças com relação à carteira recomendada de agosto.

Saíram Cemig (CMIG4), Cyrela (CYRE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) para as entradas de Bradespar (BRAP4), Klabin (KLBN11) e Itausa (ITSA4).

Na comparação com o índice IDIV, que caiu 4,8%, a carteira foi ligeiramente melhor, caindo 4,3%.


Divulgação / Mirae

Small Caps

Para setembro, a Mirae retirou da carteira de Small Caps a Yduqs (YDUQ3) e a Cyrela (CYRE3).

Entram Marfrig (MRFG3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Os outros oito papéis seguem iguais: AES Tietê (TIET11), Banco Inter (BIDI11), Bradespar (BRAP4), Energias do Brasil (ENBR3), Fleury (FLRY3), MRV (MRVE3), Taesa (TAEE11) e Via Varejo (VVAR3).

Em agosto, a carteira teve uma queda de 1,9%, contra uma baixa de 1,2% do índice SMLL.


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