Geocapital: ‘Brasil é 1% do marketcap global’, diz Pìno di Segni

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Photo by Adeolu Eletu on Unsplash

Sócio fundador da Geocapital, Pìno di Segni disse acreditar que o mercado internacional de ações é mais vasto. “O Brasil é 1% do marketcap global”, frisou.

Isso porque, segundo ele, o Brasil tem cerca de 60 empresas interessantes para se investir contra cinco mil somente nos Estados Unidos (EUA).

A fala do executivo é referente às companhias listadas em Bolsa. O Brasil tem pouco mais de cem empresas no Ibovespa.

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Fundada em 2013, a Geocapital é uma asset que a partir do Brasil gere renda variável no mercado estrangeiro.

“Importante dizer que investimos diretamente no ativo escolhido ao invés de sermos uma empresa brasileira cujo fundo nacional compra de um fundo internacional”, explicou.

Inclusive, segundo di Segni, esse é o business da Geocapital desde sua concepção. “Nasceu para administrar aportes de brasileiros em ativos globais”, destacou.

Para ele, o momento em que se entra na cota pode ser fundamental para ganhar dinheiro. Por isso, contar com assessoria especializada é fundamental.

Pìno di Segni e Gustavo Aranha conversaram com Luis Fernando Moran e Elias Wiggers, sócios da EQI Investimentos, na noite de quarta-feira (27).

De acordo com Moran, a EQI conta com dois fundos da Geocapital em seu portfólio.

Geocapital: como atua

Para di Segni, uma coisa é filtrar qualidade enquanto outra é entender qual é o valuation, ou seja, quanto custa e quanto vale cada empresa analisada.

“Temos um universo de 400 companhias, das quais cobrimos 60”, disse, acrescentando que a Geocapital mantém 25 profissionais sendo 12 dentro de investimentos.

A asset possui mil clientes e administra R$ 1 bilhão. “A primeira parte de nosso processo de análise consiste em mensurar poder de preço, ownership e desenvolvimento”, explicou.

E disse mais: “dentro desses três pilares, elencamos 11 critérios que buscamos nas empresas que estamos interessados e, por meio deles, criamos nossa tese.”

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Sócio fundador da Geocapital, Pìno di Segni

Segunda parte do processo

Já a segunda parte do processo de análise tem por critério o valuation, ou seja, quanto custa e quanto vale. “Tentamos entender o quanto esses negócios valerão daqui cinco anos”, frisou.

E acrescentou: “tentamos encontrar qual o valor futuro do negócio, a exemplo do VGV (Valor Geral de Vendas) usado na construção civil.”

Via de regra, o VGV é um cálculo onde se analisa não somente o período de construção de um edifício e o retorno sobre o investimento, mas quanto ele valerá num prazo mais alongado.

“Nossa estratégia visa tentar encontrar qualidade na empresa e esperar oportunidade”, resumiu. A Geocapital tem John Deer e Disney no portfólio.

Ele explicou, ainda, que a Geocapital investe em companhias cujo potencial (rate) varia de 8% a 20% para um prazo de cinco anos.

Outras empresas que a asset mantém no portfólio, segundo di Segni, são a Alfabeth, o Facebook, companhias de tecnologia, de saúde e meios de pagamento.

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