General iraniano assume culpa e diz que avião ucraniano “foi confundido”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

O general Amirali Hajizadeh, comandante da seção aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, assumiu, na manhã deste sábado (11), a culpa pelo “erro humano” que causou o abate de um avião ucraniano em Teerã e a morte de todos os 176 passageiros à bordo do Boeing.

Em declarações para a TV estatal do país, publicadas neste sábado pela Folha de S. Paulo, Hajizadeh argumentou que a aeronave da Ukraine International Airlines foi “confundida com um míssil de cruzeiro” (armamento utilizado para liberar ogivas a longas distâncias) e, por isso, acabou abatida por um míssil de curto alcance.

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O general assegurou, no entanto, que o soldado responsável pelo disparo do míssil realizou a ação sem receber uma ordem direta, e que tomou tal atitude por conta de “uma interferência nas telecomunicações”.

Assim como fizeram o presidente iraniano, Hassan Rouhani, e Javad Zarif, responsável pelas Relações Exteriores, o comandante da seção aeroespacial também se mostrou transtornado pelo erro que causou a tragédia.

“Preferia estar morto a testemunhar um acidente semelhante”, afirmou.

Os governos do Canadá e da Ucrânia, países que tiveram vítimas fatais no acidente, já se manifestaram sobre a “culpa” do Irã e disseram esperar por um pedido formal de desculpas por parte do país, algo na linha que o general fez em declarações para a TV.

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