Premiê russo renuncia e Putin promete fazer grande reforma

Paulo Amaral
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Crédito: Reuters

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, anunciou nesta quarta-feira (15) que o gabinete de governo do país renunciou.

De acordo com as agências internacionais de notícias, Medvedev fez o comunicado por meio da rede de TV estatal ao lado do presidente Vladimir Putin.

Medvedev alegou que o gabinete renunciou para dar ao presidente o espaço que ele deseja para fazer mudanças na Constituição e dar início a uma grande reforma no país.

“Nós, enquanto governo da Federação da Rússia, devemos dar ao presidente do nosso país os meios de tomar todas as medidas que se impõem. É por esse motivo que o governo, em seu conjunto, entrega sua demissão”.

Putin agradeceu Medvedev pelos serviços prestados ao seu governo e, agora, colocará em prática um plano que tem como pano de fundo a possibilidade de mantê-lo no comando do país, algo proibido pela Constituição atual.

A proposta de Putin

O presidente está no poder desde 1999, seja no atual cargo, que terá seu quarto mandato encerrado em 2024, seja como primeiro-ministro.

A ideia de Putin, que não pode concorrer a um próximo mandato presidencial, é fazer uma votação nacional para alterar a Constituição de forma a passar os poderes da presidência ao Parlamento e ao primeiro-ministro.

Se conseguir êxito, ele poderá, então, conseguir a permissão para seguir no comando mesmo após acabar sem mandato no Kremlin.

“Isso aumentaria o papel e o significado do Parlamento do país, dos partidos parlamentares, e a independência e responsabilidade do primeiro-ministro”, argumentou o presidente, em discurso feito antes do anúncio do desligamento dos membros do gabinete.

Outra opção ventilada pelo presidente é o de passar a exercer a liderança de um Conselho Estatal, órgão que, de acordo com Putin, “deveria receber mais poderes da Constituição”.