Futuros de NY sobem e demais mercados operam em queda nesta quinta

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.

Os Futuros de Nova York sobem nesta manhã de quinta-feira (2) e os demais mercados operam em queda. Às 6h50 o Dow Jones subia 0,84%, o S&P 500 subia 0,96%, e a Nasdaq avançava 0,43%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, caía 0,83%, o FTSE 100, de Londres, caía 0,57%, e o CAC 40, da França, caía 0,83%. Já o FTSE MIB, da Itália, caía 0,85%, e o Stoxx 600 caía 0,92%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, caía 0,65%, o Shanghai, de Xangai, caía 0,09%, e o HSI, de Hong Kong, subia 0,55%. Já o ASX 200, da Austrália, caía 0,15%, e o Kospi, da Coréia do Sul, subia 1,57%.

Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent subia 2,30%, cotado a US$ 67,08%, e o tipo WTI subia 2,04%, cotado a US$ 66,91. Já o ouro caía 0,75%, cotado a US$ 1.771,00, e o minério caía 3,10%, cotado a US$ 95,550.

O que tá rolando?

Os Estados Unidos registraram quarta-feira (1) o primeiro caso da variante ômicron em seu território. Trata-se de uma pessoa que está em observação na Califórnia.

Também ontem o presidente do Fed, Jerome Powell, disse esperar que os legisladores discutam a possibilidade de um cronograma de redução gradual mais rápido na reunião deste mês.

Isso porque as pressões inflacionárias estão mais altas, e, portanto, é apropriado considerar acelerar a redução das compras de ativos, anunciada em novembro.

No pregão de ontem, as ações relacionadas a viagens foram especialmente afetadas, uma vez que os investidores temiam que a variante ômicron pudesse afetar as vendas. Empresas de cruzeiros, companhias aéreas e ações de hotéis terminaram a sessão no vermelho.

Na Europa, os economistas dizem que o Banco Central Europeu (BCE) precisa ser mais claro em suas medidas. Isso porque o aumento dos preços ao consumidor tem sido motivo de preocupação crescente para os mercados.

Também porque a inflação atingiu níveis acima das metas dos bancos centrais, e os gestores de dinheiro estão céticos sobre se uma política monetária fácil é a abordagem correta.

Na Ásia, a empresa de tecnologia Tencent diz que o WeChat Pay poderá em breve estar disponível “em todos os lugares”, à medida que a rivalidade com o Alibaba diminuir.

Por lá, o pagamento móvel decolou na última década para se tornar a forma dominante ao consumidor na China continental, ultrapassando o dinheiro e os cartões de crédito.

Vale lembrar que WeChat Pay e Alipay da Tencent – administrados pelo Ant Group, afiliado do Alibaba – são os mais populares, cobrindo a maioria da população do continente de 1,4 bilhão de pessoas. As informações são da CNBC.

Brasil

O Brasil lidera o ritmo de alta de juros em 2021, com inflação entre as três maiores. Os dados foram coletados pelo BIS, o banco central dos bancos centrais, e o BC brasileiro está entre as 14 autoridades, de um total de 32, que já começaram a elevar a taxa básica de juros para reverter parte do estímulo adotado durante a pandemia. A informação é da Folha de S.Paulo.

Conforme o jornal, os números do BIS e de outros órgãos internacionais também mostram que o ritmo de alta dos juros brasileiros é o maior entre todos aqueles analisados, e que o Brasil está entre as três economias com inflação mais elevada no acumulado em 12 meses (10,67%), atrás apenas de Argentina (52%) e Turquia (19,9%). O país também voltou a liderar o ranking de juros reais.

Já o Estadão destaca que o Banco Central estuda mudar a regra de correção da caderneta de poupança, a principal fonte para os financiamentos à casa própria, e ainda hoje o investimento mais popular dos brasileiros.

Também disse que a medida não é para agora, exigirá um prazo para consulta pública e uma transição longa e feita em etapas.

Entretanto, a fala do presidente do BC, Roberto Campos Neto, revelando os estudos em andamento, durante evento do setor imobiliário, acabou colocando o tema da remuneração da poupança em debate na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa Selic, hoje em 7,75%, poderá ultrapassar 8,5%.

Ibovespa: empresas

O Ibovespa encerrou a sessão do dia 1º em queda de 1,12%, aos 100.774,57 pontos, e o dólar à vista em alta de 0,63%, cotado em R$ 5,6708.

  • Confira as 3 maiores altas do dia 1º:

📈#BRKM5  +5,45%  (R$ 52,78)

📈#SUZB3   +3,37%  (R$ 58,05)

📈#GGBR4  +1,43%  (R$ 26,17)

  • Confira as 3 maiores baixas do dia 1º:

📉#MGLU3  -11,79%  (R$ 6,88)

📉#CASH3   -11,37%  (R$ 2,65)

📉#LWSA3   -9,93%  (R$ 11,88)

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,84%
  • S&P: +0,69%
  • Nasdaq: +0,83%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: -0,83%
  • FTSE, Reino Unido: -0,57%
  • CAC, França: -0,83%
  • FTSE MIB, Itália: -0,85%
  • Stoxx 600: -0,92%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -0,65%
  • Xangai, China: -0,09%
  • HSI, Hong Kong: +0,55%
  • ASX 200, Austrália: -0,15%
  • Kospi, Coreia: +1,57%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 67,08 (+2,30%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 66,91 (+2,04%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.771,00 (-0,75%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 95,550 (-3,10%)