Futuros de NY sobem com moderação, Europa segue misto e Ásia opera no azul

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.

Os futuros de Nova York sobem com moderação na manhã desta sexta-feira (12), os mercados na Europa seguem mistos, e a Ásia opera no azul. Para se ter ideia, às 6h40 o Dow Jones subia 0,08%, o S&P 500 subia 0,06% e a Nasdaq avançava 0,16%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, subia 007%, o FTSE 100, de Londres, caía 0,45% e o CAC 40, na França, caía 0,14%. Já o FTSE MIB, na Itália, caía 0,11% e o Stoxx 600 caía 0,04%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, subia 1,13%, o Shanghai, de Xangai, subia 0,18% e o HSI, de Honk Kong, subia 0,32%. Já o Kospi, da Coréia do Sul, subia 1,50%, e o ASX 200, da Austrália, subia 1,50%.

Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent caía 1,53%, cotado a US$ 81,60, e o tipo WTI caía 1,43%, cotado a US$ 80,40. O ouro, por sua vez, caía 0,54%, cotado a US$ 1.853,70, e o Minério caía 1,62%, cotado a US$ 85,630.

O que tá rolando?

O investidor encerra a semana como começou: de olho na inflação no Brasil e no mundo. Na quinta, a Reuters divulgou uma pesquisa com economistas, cujo resultado destaca que a elevação dos preços na zona do Euro deverá ultrapassar a meta de 2% do Banco Central Europeu. Vale lembrar que em outubro ela alcançou 4%.

Outro movimento que atrai a desconfiança do mercado diz respeito às negociações entre Reino Unido e União Europeia. Representantes dos dois lados vão se encontrar nesta sexta para tentar chegar a um acordo e, assim, evitar uma guerra comercial. Acontece que o Reino Unido se desligou da União Europeia em janeiro de 2020.

Nos Estados Unidos, o governo do presidente Joe Biden deverá anunciar alguma política para tentar conter a inflação. Isso porque os preços aos consumidores subiram 6,2% de novembro de 2020 a outubro de 2021, ritmo mais elevado dos últimos 31 anos. A disparada da inflação é reflexo, principalmente, da alta dos combustíveis, além da falta de alguns produtos.

Já o magnata Elon Musk deverá vender ainda mais ações de sua empresa, a Tesla. Ele já se desfez de 4,5 milhões de ações, mas precisa se desfazer de quase 13 milhões, diz o Wall Street Journal.

Na China, o Partido Comunista Chinês aprovou quinta uma resolução em que lista grandes feitos de sua história e suas conquistas, e consolida a autoridade de Xi Jinping à frente do regime. Membros do “partidão” estão em plenária boa parte da semana, deliberando, ou pavimentando, a manutenção do atual presidente no cargo.

Brasil

No Brasil, a economia irá desacelerar. A afirmação é do próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, elencando que esse efeito é normal em um cenário de juros em elevação para conter a escalada da inflação.

Para ele, a inflação vai surgir com força nos Estados Unidos, o que fará com que bancos centrais do mundo inteiro, incluindo o brasileiro, passem aperto.

Do lado da economia real, aquela do dia a dia, o preço da gasolina vendida ao consumidor subiu 84,1% nos últimos cinco anos. Em São Paulo, para se ter ideia, o valor médio do litro passou de R$ 3,40 em outubro de 2016 para R$ 6,26 em outubro de 2021. No mesmo período, o salário mínimo foi reajustado em 25%, e a inflação acumulada (IPCA) é de 27%.

Voltando a atenção para Brasília, o assunto continua sendo a PEC dos Precatórios, que deverá ser analisada pelo Senado. O “rádio corredor” já conta com uma oposição ferrenha contra o projeto, inclusive com possíveis mudanças no texto base. Essa é, ao menos, a expectativa do governo, embora, na prática, tudo não passe de especulação, ao menos por enquanto.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a sessão do dia 11 em alta de 1,54%, aos 107.594,67 pontos.

  • Confira as 3 maiores altas do dia 11:

📈#CASH3  +10,34%  (R$ 4,27)

📈#AZUL4   +9,83%  (R$ 29,04)

📈#CSNA3  +7,46%  (R$ 22,75)

  • Confira as 3 maiores baixas do dia 11:

📉#VIIA3        -12,48%  (R$ 6,17)

📉#BRKM5    -2,94%  (R$ 48,15)

📉#TAEE11    -2,40%  (R$ 36,66)

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,08%
  • S&P: +0,06%
  • Nasdaq: +0,16%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +0,07%
  • FTSE, Reino Unido: -0,45%
  • CAC, França: +0,14%
  • FTSE MIB, Itália: -0,11%
  • Stoxx 600: -0,04%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: +1,13%
  • Xangai, China: -0,18%
  • HSI, Hong Kong: +0,32%
  • ASX 200, Austrália: +1,50%
  • Kospi, Coreia: +1,50%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 81,60 (-1,53%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 80,42 (-1,43%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.853,70 (-0,54%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 85,630 (-1,62%)