Futuros de NY passam a recuar mesmo após acordo nos EUA

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Foto: https://scottpeters.house.gov/

Os índices futuros de Nova York, que operavam em alta no início da manhã desta quarta-feira (25), viraram para o terreno negativo, por volta das 8h00.

Após a forte alta da véspera e desta madrugada, os investidores começaram um movimento de realização dos ganhos, que haviam antecipado com o fechamento do acordo entre a Casa Branca e os líderes do Senado para a aprovação de uma pacote de US$ 2 trilhões de combate ao Covid-19.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse que o Senado vai “aprovar a legislação” nesta quarta-feira.

Entretanto, qualquer acordo que o Senado controlado pelo Partido Republicano chegue precisará ser aprovado pela Câmara liderada pelos democratas.

Conforme a CNBC, é possível que a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, da Califórnia, que está conversando com Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, possa pressionar por mais mudanças no projeto antes de aprová-lo.

No entanto, McConnell comemorou no Twitter a negociação: “Finalmente temos um acordo”. “Após dias de intensas discussões, o Senado chegou a um pacote histórico de ajuda para esta pandemia.”

Segundo a CNBC, o Senado ainda não divulgou os termos finais do acordo. Um rascunho anterior do projeto previa um pagamento de até US$ 1.200 aos indivíduos, US$ 2.400 para casais e US$ 500 por filho.

Um esboço da proposta estipulava um fundo de US$ 350 bilhões para pequenas empresas, a fim de mitigar demissões e apoiar a folha de pagamento.

Já o secretário do Tesouro Steven Mnuchin concordou em melhorar a supervisão de um fundo de resgate de US$ 500 bilhões que os democratas haviam criticado, segundo um alto funcionário do governo, conforme a CNBC.

Rali

Após o rali da véspera, os índices futuros de Nova York, que abriram em queda, mas passaram ao terreno positivo, logo após o acordo ser divulgado – antes de retornarem à queda.

O Dow Jones registrou sua maior valorização diária desde 1933, nesta terça-feira, ao salta 11%.

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Fonte: Reprodução site CNBC

Entretanto, este salto não deve marcar o final do ciclo de baixa, ou o mercado urso.

“A verdade é que o mercado chegará ao fundo quando o número de casos começar a atingir o seu pico”, afirmou Jonathan Golub, estrategista-chefe de mercado americano do Credit Suisse, à CNBC.

Vamos ao desempenho dos mercados, às 8h25:

  • Futuro S&P: -1,10%
  • Dow Jones: -0,43%
  • Nasdaq: -1,09%

Europa

Após operarem em alta, em meio ao fechamento do acordo entre democratas e republicanos, as bolsas na Europa operam de forma mista, em meio à volatilidade dos mercados.

  • Dax, Alemanha, -1,31%
  • FTSE, Inglaterra, +0,58%
  • CAC, França, +0,32%
  • FTSE MIB, Itália, +5,54%
  • STOXX600, +0,41%.

Ásia

No Oriente, os investidores acompanharam o bom-humor generalizado do pregão da véspera no Ocidente e as principais bolsas fecharam no positivo.

  • Nikkei, Japão, +8,04%
  • Shanghai, China, +2,17%
  • HSI, Hong Kong, +3,81%
  • ASX, Austrália, +5,54%
  • Kospi, Coreia, +5,89%.

Petróleo

Já o petróleo opera de forma mista, mesmo após o acordo para a aprovação do pacote de ajuda às consequência do Covid-19 na economia pelo Congresso.

Segundo a Reuters, os preços do petróleo estenderam os ganhos pela terceira sessão consecutiva, porém a demanda, especialmente combustível de aviação, está em queda.

“Será difícil elevar a demanda se os bloqueios (de tráfego aéreo) acontecerem em muitos países e os serviços das companhias aéreas permanecerem suspensos”, disseram analistas da ANZ em nota.

  • WTI, -1,91%, US$ 23,55;
  • Brent, -3,72%, US$ 26,12.


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