Futuro presidente do TSE elogia Mandetta e avisa: quer eleições ainda em 2020

Paulo Amaral
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Crédito: Ministro Luís Roberto Barroso em sessão plenária do TSE. Foto: Rosinei Coutinho/Ascom/TSE

Luiz Roberto Barroso, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), assumirá em maio a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). E falou sobre a possibilidade de adiar as eleições municipais de 2020.

Em entrevista exclusiva para o Portal Uol, Barroso admitiu que o pleito, inicialmente marcado para outubro, poderá ser adiado, mas descartou completamente passar a votação para o próximo ano.

“A verdade é que nós estamos monitorando a evolução da doença. Não gostaria de adiar as eleições, acho que ainda não é preciso decidir isso neste momento, mas acho que não podemos fechar os olhos a este risco”, ponderou.

“Imaginaria junho como sendo o momento em que nós temos que ter uma definição. O que eu sou radicalmente contra é o cancelamento das eleições e fazer todas coincidirem em 2022”, emendou Barroso.

De acordo com o ministro, o ideal seria, se necessário, adiar o pleito por até dois meses, marcando as eleições municipais para dezembro de 2020.

A alegação do futuro presidente do TSE para evitar coincidir as eleições municipais com as de 2022 é simples. “Nós estamos estimando 750 mil candidatos entre prefeitos e vereadores. Se você juntar isso a milhares de candidatos nas eleições nacionais, vai criar um inferno gerencial nestas eleições”.

Mandetta em alta

Luiz Roberto Barroso não se esquivou quando o assunto da entrevista foi o trabalho desenvolvido por Luiz Henrique Mandetta, Ministro da Saúde e, desde o início da pandemia de coronavírus, desafeto do presidente Jair Bolsonaro.

Para o futuro presidente do TSE, Mandetta é o principal responsável pelo Brasil estar reagindo “razoavelmente bem” dentro do quadro da pandemia de coronavírus.

“Uma pandemia como essa coloca luz sobre a necessidade de competência. Quando você coloca gente competente, séria e honesta no lugar certo, tudo vai bem”, comentou.

De acordo com Barroso, basear a estratégia de combate na “ciência” é, sem dúvida, a melhor alternativa para estancar a proliferação da Covid-19.

“Uma das coisas positivas é um resgate dos valores iluministas: razão, ciência, humanismo e progresso para todos. Coloca um ministro da Saúde que tem dedicação e base na melhor ciência… Acho que o Brasil está reagindo razoavelmente bem dentro da pandemia. Por tanto, não deixa de ser alentador ter no país tanta gente boa”, concluiu.

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