Fundos têm captação líquida positiva de R$ 42,2 bilhões em maio

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Divulgação

Os fundos de investimento registraram captação líquida positiva de R$ 42,2 bilhões em maio, conforme Boletim de Fundos divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante é a diferença entre os R$ 757,3 bilhões de aportes e R$ 714,6 bilhões de saques no período.

Todas as classes de fundos encerraram o mês no azul, o que não acontecia desde 2004. Os fundos de renda fixa contribuíram para o resultado positivo de maio, com saldo líquido de R$ 24,8 bilhões. Essa é a segunda maior captação no ano, atrás apenas do mês de janeiro, com R$ 30,2 bilhões.

Anbima: multimercados e fundos de ações

Os multimercados e fundos de ações aparecem na sequência. Os primeiros encerraram maio com R$ 7,1 bilhões, enquanto a classe de ações totalizou R$ 6 bilhões. Em ambas as classes, os fundos do tipo investimento no exterior (podem aplicar mais de 40% em papéis internacionais) puxaram os resultados e tiveram a maior captação no mês.

“Há um apetite crescente dos investidores por produtos com maior exposição internacional. Esse movimento já acontecia em 2020, mas foi impactado negativamente pelo começo da pandemia. Neste ano, essa tendência voltou e se acentuou. É mais um passo em direção da diversificação, com um leque de opções de ativos e setores que não estão disponíveis no Brasil”, explica Pedro Rudge, nosso diretor.

Os fundos de previdência tiveram captação líquida positiva de R$ 443,7 milhões no mês. Apesar do resultado tímido na comparação com os demais meses, o número de fundos da classe cresceu 23,6% nos últimos 12 meses, ou seja, foram criados mais de 600 produtos novos no período.

“Com a pandemia, os investidores passaram a ser preocupar mais com o longo prazo. O aumento de fundos de previdência está diretamente relacionado com a demanda”, explica Pedro.

Anbima: rentabilidades

Na classe de ações, o destaque do mês foi o tipo small caps (carteira composta por, no mínimo, 85% em ações de empresas com baixa capitalização de mercado) com retorno de 6,87%.

O tipo multimercado long and short direcional (faz operações de ativos e derivativos, montando posições compradas e vendidas) registrou rentabilidade de 2%.

Na classe de renda fixa, o tipo duração alta grau de investimento (aplica, no mínimo, 80% em títulos públicos ao ativos de baixo crédito) teve retorno de 1,65%. Na sequência, aparece o renda fixa duração alta soberano (investe 100% em títulos públicos) com 1,12%.