Fundos registram em julho melhor captação líquida de 2020

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Banco de Imagens Pixabay/By Lorenzo Cafaro.

Os fundos de investimento captaram R$ 63,7 bilhões no mês de julho. A cifra corresponde a diferença entre os R$ 761,9 bilhões aplicados e os R$ 698,2 bilhões resgatados pelos investidores.

Em volume, essa é a maior entrada líquida de 2020 e contribui para o resultado positivo no acumulado no ano, que totaliza R$ 62,2 bilhões, segundo o Boletim de Fundos de Investimento da Anbima. Na comparação com o igual período de 2019, o valor captado no mês de julho deste ano é 134,5% superior.

“Desde junho, a indústria dava claros sinais de retomada. Os resultados de julho confirmam as perspectivas mais otimistas para o setor daqui para frente. A taxa de juros a 2% contribui ainda mais para a procura pelos fundos, dada a necessidade de diversificação e tomada maior de risco por parte dos investidores”, afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima.

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Captação por classe

A classe renda fixa, após sucessivas quedas durante a pandemia, registrou a maior captação no mês, R$ 35,4 bilhões.

Dessa forma, reduziu as saídas líquidas da categoria de R$ 92 bilhões para R$ 57 bilhões no acumulado do ano.

Já os fundos de ações tiveram captação líquida positiva de R$ 5,2 bilhões em julho. É o melhor desempenho dos últimos quatro meses e a classe opera no azul desde janeiro de 2019.

No ano, a entrada líquida é R$ 55,7 bilhões e o tipo ações livre (não têm compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica) corresponde a 56% do total captado em 2020.

Enquanto os fundos multimercados apresentaram entrada líquida de R$ 23,4 bilhões no mês e voltaram a ocupar liderança com a maior captação líquida positiva no ano, R$ 59 bilhões.

Os destaques foram os tipos livre e investimentos no exterior (podem aplicar um limite acima de 40% do patrimônio em ativos no exterior) e juros e moedas (buscam retorno no longo prazo via investimentos em ativos de renda fixa com estratégias de risco de juros, índice de preço e moeda) com R$ 11,5 bilhões e R$ 8,2 bilhões no mês, respectivamente.

O somatório dos dois correspondem a 84% de toda captação da classe no ano.

Rentabilidade

A rentabilidade no mês passado refletiu a melhora na expectativa dos investidores.

A renda fixa, o tipo duração alta soberano (100% da carteira em títulos públicos) registrou o melhor resultado com 3,29%.

Nos multimercados, o destaque ficou com o tipo long and short direcional (faz operações de ativos e derivativos, montando posições compradas e vendidas), com 2,94%.

Já na classe ações, o tipo com o maior patrimônio líquido, ações livre, teve rentabilidade de 9,02%.