Fundos de Investimentos: entenda como funcionam e saiba em quais investir

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
1

Foto: Fundos

Fundos de investimentos são uma das maneiras mais fáceis e seguras de você diversificar seus investimentos.

Um Fundo de Investimentos é uma organização de investidores que tem os mesmos interesses de investimentos, sob uma forma de condomínio. Este condomínio é organizado por um banco, que é chamado de administrador.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Este administrador tem como serviço documentar os resgates e aportes, documentar compras e vendas de ativos (os investimentos propriamente ditos) e cuidar da divisão e apresentação das cotas do fundo.

A decisão sobre os investimentos é função da gestora. Essas empresas responsáveis pela gestão também são chamadas de assets. Você vai ver que são 4 as empresas responsáveis por um Fundo.

Ainda existe o custodiante, que é a instituição financeira onde os recursos e os títulos investidos ficam “guardados”. E o distribuidor, a instituição responsável por “oferecer” os Fundos de Investimentos.

Esta formação é excelente para o investidor, pois devido a ela você pode ter um ex-presidente de Banco Central ou um ex-Ministros da Fazenda cuidando de seu dinheiro pois muitos deles acabam por montar gestoras independentes.

Os fundos podem ser uma alternativa de investimento interessante para o investidor. Mas, como existem diferentes tipos de fundos e considerando que esta modalidade de investimento apresenta características específicas, é sempre importante conhecer um pouco mais antes de investir.

Fundos são como condomínios

Voltando a comparar os fundos com um condomínio de apartamentos, nele cada condômino é dono de uma cota (um apartamento) e paga a um terceiro para administrar e coordenar as tarefas do prédio (jardineiro, pessoal da limpeza, porteiro, manutenção de elevadores etc).

É no condomínio que são estabelecidas as regras de funcionamento (horário de funcionamento da piscina, do salão de festas, de música alta nas dependências dos apartamentos, entre outras). Essas regras são seguidas por todos os moradores.

Um Fundo de Investimentos funciona da mesma forma. Ou seja, os cotistas (os “moradores”) compram uma quantidade de cotas ao aplicar, e pagam uma taxa de administração a um terceiro (administrador e gestor) para coordenar as tarefas do fundo e gerenciar seus recursos no mercado.

Ao comprar cotas de um fundo, o cotista está aceitando suas regras de funcionamento (aplicação, resgate, horários, custos etc.). Assim, ele passa a ter os mesmos direitos dos demais cotistas, independentemente da quantidade de cotas que cada um possui.

Por que investir em Fundos de Investimentos?

1 – Acessibilidade

Muitos investimentos bastante rentáveis, e que superam em muito o CDI como LCIs e debêntures têm investimento mínimo de R$ 10 mil. Outros ainda mais rentáveis R$ 300 mil!

Dessa forma o investidor que tem apenas R$ 1 mil fica de fora deste tipo de investimento. Mas se ele estiver em um fundo junto com diversos cotistas, unidos eles terão acesso a todos tipos de investimentos.

2 – Diversificação

Além de ter acesso a investimentos com maior aporte inicial, poderemos também comprar diferentes investimentos. Assim, melhoraremos nossa segurança, pois para os investimentos a velha máxima de “não colocar todos os ovos na mesma cesta” também vale.

Os gestores dos Fundos de Investimentos dividem o patrimônio do fundo em uma gama de investimentos diferentes a fim de proteger as suas “cestas”.

Imagine que você tem R$ 20 mil para investir e existem dois fundos de entrada mínima de R$ 20 mil. Qual escolher? Qual vai render mais? O melhor seria investir metade em cada um para assim ter menos riscos e maximizar o “custo de oportunidade”. Isso é possível investindo em Fundos.

3 – Gestão Profissional

Vamos dar um exemplo de fácil compreensão que vai servir principalmente para quem já morou em um condomínio.

Imagine que você mora em uma casa (portanto está fora de um condomínio). Dessa forma, você precisa escolher quem vai fazer a manutenção da piscina, quem vai cortar a grama ou quem vai contratar para a segurança.

Você terá mais trabalho para encontrar esses prestadores de serviços e gastará mais, já que este custo não pode ser rateado. Mas se estivesse em um condomínio, essa seria uma tarefa para o síndico, com a vantagem de poder dividir estes custos com os outros condôminos.

Situação semelhante poderia acontecer com você, caso estivesse sozinho no mercado financeiro. Caberia a você escolher os ativos para compor uma carteira de investimento.

Isso significa analisar com frequência riscos, nível de endividamento e expectativa de resultados de cada empresa da qual você comprou ação ou de cada banco do qual você adquiriu um CDB ou LCI.

Mas investindo através de fundos você paga para um profissional capacitado e focado em fazer este serviço e rateia o custo com uma centena de cotistas. A maior parte dos bons fundos cobra cerca de 1% do seu patrimônio pra fazer este serviço. Você vai ver a seguir que isto é muito barato.

4 – Vantagem Tributária

Você só é tributado nos fundos de investimentos no momento do saque.

Se você investir em um fundo que aplica em ações (IR de 15% sobre o lucro) o montante de R$ 100 mil e no momento do futuro saque possuir R$ 120 mil, seu lucro será de R$ 20 mil. Portanto, deve pagar um imposto de 15% sobre R$ 20 mil = R$ 3 mil.

É por só ser tributado no momento do saque que os fundos têm uma vantagem tributária em relação a investir “sozinho”.

Quando você investe sozinho, a cada operação de compra e venda de um investimento você tem que apurar o lucro (como feito anteriormente) e então pagar o imposto. Para depois disso poder fazer outro investimento com o restante.

Já os fundos podem ficar comprando e vendendo investimentos sem pagar imposto. O IR só será cobrado quando você sacar os recursos, ou seja, você fica investindo com o dinheiro do governo!

Imposto de Renda para Fundos

O imposto de renda funciona diferente para cada tipo de Fundo seguindo a seguinte regra:

Fundos de Investimentos em Ações

O imposto é de 15% sobre o lucro líquido. Ou seja, se você investir R$ 10 mil em um fundo e ele valorizar para R$ 15 mil depois de pagar as taxas, então você ganhou R$ 5 mil que serão tributados em 15%. Ou seja, você vai pagar R$ 750 de impostos que serão descontados diretamente na fonte pelo banco que administra o fundo. Sendo então o seu resultado final igual a R$ 14.250.

Fundos Imobiliários

São isentos de Imposto de Renda na receita mensal e pagam 20% sobre a valorização das cotas.

Todos os outros (Renda Fixa, Multimercados, etc)

O imposto é conforme o prazo de investimento e segue uma tabela onde quanto maior o prazo do investimento menor o imposto a ser pago. Mas sempre como no caso anterior o imposto só é calculado sobre o lucro.

  • Até 6 meses: 22,5% sobre o lucro
  • Entre 6 meses e 1 ano: 20% sobre o lucro
  • Entre 1 ano e 2 anos: 17,5% sobre o lucro
  • Mais de 2 anos: 15% sobre o lucro

Tipos de Fundos de Investimentos

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) atualizou em 2021 a classificação dos fundos de investimentos em quatro grandes categorias. A divisão também é feita pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Confira abaixo as categorias e as subcategorias.

Renda fixa

Simples: 95% do patrimônio é alocado em títulos de dívida pública federal ou títulos considerados mais confiáveis. Entre eles os Fundos DI, que são considerados mais conservadores.

Indexados: os fundos seguem variação de um benchmark, como IMA-B, CDI, entre outros.

Ativos: nesta categoria os gestores não ficam dependentes do benchmark e realizam mais movimentação na carteira. Eles podem ser de baixa, média ou alta duração e também não há limite mínimo ou máximo de compromisso.

Com investimento exterior: mais de 40% dos recursos devem ser aplicados em ativos fora do Brasil.

Ações

Indexados: fundos que replicam as variações de indicadores do mercado de renda variável. O restante dos recursos é alocado em fundos de renda fixa e baixa duração.

Ativos: tem como foco superar o índice de referência. Porém, também pode não fazer referências a um índice específico. Assim como os indexados, os recursos remanescentes são colocados em renda fixa e baixa duração. Os 3º nível desses fundos são: valor ou crescimento, setoriais, dividendos, small caps, sustentabilidade ou governança, índice ativo ou livre.

Específicos: têm características ou adotam estratégias próprias. Seus subtipos de nível 3 são: fechados, FMP-FGTS e mono-ação.

Investimentos no exterior: 40% ou mais do patrimônio é investido em ativos financeiros no exterior.

Multimercado

Alocação: Fundos Multimercados que buscam retornos no longo prazo por investimento em ativos diversos, como ações, câmbio e renda fixa.

Estratégias: fundos que realizam operações de venda e compra com maior frequência. Esse tipo admite alavancagem e as subcategorias de nível 3 são: macro, trading, long and short direcional, long and short neutro, juros e moedas, livre e capital protegido.

Investimento no exterior: 40% ou mais do patrimônio é investido em ativos do exterior, mas também permite alavancagem.

Cambial

Os Fundos de Investimentos devem aplicar, no mínimo, 80% da carteira de ativos em moedas estrangeiras. O valor que não é ligado à moeda deve ser aplicado apenas em operações de renda fixa.

Como investir em Fundos?

Investir em Fundos é um processo muito simples. Primeiro você precisa ter um cadastro em uma corretora de valores ou uma gestora de fundos ou simplesmente conta corrente em um Banco Comercial.

Qual a diferença?

Nos bancos ou nas gestoras, normalmente você só tem acesso aos fundos geridos pelos mesmos. Nas corretoras ou distribuidoras de valores, você tem acesso a fundos de diversos gestores.

Para aplicar em um bom fundo você precisa de quantias mínimas mais baixas, que começam em cerca de R$ 100.

Dica de ferramenta: conheça o Comparador de Fundos. A ferramenta ajuda você a acompanhar, comparar e conhecer o histórico de Fundos de Investimentos.

Custos e taxas nos Fundos

Para cada fundo existe uma taxa de administração e alguns possuem uma taxa de performance. Assim, essas são as únicas taxas que você vai pagar além do imposto sobre os ganhos.

  • Taxa de administração: é cobrada sobre o montante que o cliente tem investido no fundo e gira entre 1 e 4% a.a podendo ser encontradas menores e maiores. Exemplo: se você tem R$ 10 mil investidos em um fundo e o fundo cobra 1% de taxa de administração, você vai pagar R$ 100 para ter o seu dinheiro no fundo durante um ano. Se ficar 6 meses, paga metade disso.
  • Taxa de performance: não é cobrada em todos os fundos mas é presente na maior parte dos que operam com ações. Ela é um prêmio quando o gestor bate a sua meta e normalmente é expressada em um percentual do que o fundo superar dessa meta – chamada de benchmark.

Qual o risco de investir em Fundos?

O risco de “sumiço” do dinheiro é o risco da instituição bancária, ou seja, do banco sumir.

Mesmo assim este risco é infinitamente pequeno pois o CNPJ é único e pertence exclusivamente ao fundo de investimentos, onde os donos são os cotistas.

Portanto, na hora de escolher um fundo você deve olhar quem faz a custódia (onde está o dinheiro) e o histórico de sucesso da gestora (quem define o investimento).

Quanto à rentabilidade e risco de cada tipo de fundo, aí tudo vai depender da classificação do fundo e naquilo que o gestor está autorizado a fazer (como uma convenção de condomínio).

A Anbima disponibiliza em seu site vários rankings de administradores e gestores de fundos.

Ou seja, você nunca vai ver um fundo de referenciado investindo em ações . Portanto este tipo de fundo nunca vai gerar retornos negativos.

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo