Fundos imobiliários de CRI: é hora de comprar?

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.

Crédito: Pixabay

Mesmo com a alta da Selic, iniciada em março desse ano, os Fundos Imobiliários de CRI tiveram o melhor desempenho no cenário pós pandemia.

Para Bruno Rebellato, gestor do fundo EQIR11 (EQI Recebíveis Imobiliários), isso mostra a resiliência dos fundos de CRI. Isso porque esses fundos possuem uma boa diversidade de ativos na carteira, o que os faz manter a boa performance mesmo em momentos de alta de juros.

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Outro motivo dessa resiliência é o fato de que a maioria desses fundos são indexados ao CDI ou IPCA. Por isso, acabam se beneficiando de cenários como o atual.

Mas afinal, será que é hora de comprar Fundos Imobiliários de CRI?

Segundo o gráfico abaixo, de julho de 2020 a agosto de 2021, os fundos de CRIs foram os que tiveram o melhor desempenho entre as categorias de FIIs. Nesse sentido, o acumulado do período mostra valorização de 16%, enquanto os FIIs de shoppings se mantiveram estáveis na média e os de logística, lajes corporativas e FOFs acumularam perdas.

No levantamento, foram considerados somente os fundos com participação no IFIX  e com, no mínimo, 12 meses de existência.

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Segundo Bruno, um dos principais motivos que fazem os fundos CRI manterem a resiliência e serem valorizados no curto prazo são os dividendos médios. Pelo fato de serem, normalmente, indexados ao CDI e IPCA, esses fundos distribuíram, em média, 10,8% de dividendos nos últimos 12 meses.

Por outro lado, a média de distribuição dos FOFs (fundos de fundos) foi de 9,1% no mesmo período. Logo atrás, vêm os fundos de logística e lajes corporativas, ambos com média de DY de 8%. Por último, temos os FIIs de shoppings, com DY anualizado de 5,6%.

Os fundos de CRI acompanham o aumento da taxa de juros de longo prazo

Segundo Ettore Marchetti, CEO da EQI Asset, o investidor tem demonstrado um certo pânico a tudo o que é sensível a juros mais longos. “Seja Fundos Imobiliários, de recebíveis, ou mesmo ações de setores como energia elétrica ou construtoras, tudo o que é sensível a juros de longo prazo foi reprecificado pelo mercado. No entanto, quando comparamos os rendimentos dos fundos de CRI ao do prefixado de 5 anos (hoje um pouco acima de 10%), a diferença entre ambos não está fora do padrão histórico”, ele diz.

Atualmente, essa diferença está em torno de 2%. No entanto, já se manteve um bom tempo perto de 4%, tendo chegado a 8% em janeiro desse ano. Por isso, Ettore acredita que os fundos de CRI não têm motivos para sofrerem devido a diferença de seu rendimento e o do prefixado de cinco anos.

“Inclusive, achamos que o prefixado de cinco anos tem hoje um spread excessivo. Isso porque é difícil enxergarmos uma Selic sustentável no Brasil acima de 10%, pois já existe um certo otimismo com a questão fiscal e com as eleições de 2022. Por isso, acreditamos que o ciclo de alta da Selic termine em torno de 8% e, depois disso, poderá até cair”, conclui.

Se você quiser saber mais sobre o EQIR11 – EQI Recebíveis Imobiliários – ou sobre outros investimentos,  preencha o formulário para que um assessor da EQI Investimentos entre em contato!