Fundos de Investimentos: O guia completo

Estamos habituados aos Fundos de Investimentos, tais como os Fundos referenciados DI e Renda Fixa Longo Prazo dos bancos. Mas no decorrer destes últimos anos, com Selic em constante queda e atingindo os menores patamares da história, outras classes de fundos chamaram a atenção.

Paulo Dalla Rosa
Paulo Dalla Rosa, é um dos fundadores do Portal Eu quero investir, Com mais de 12 anos de experiência no mercado financeiro, auxiliando neste tempo milhares de investidores a atingirem seus objetivos através deste mercado.Se quiser auxílio para encontrar bons investimentos, basta me chamar via e-mail ou WhatsApp:e-mail: paulo.dallarosa@euqueroinvestir.comWhatsapp: 47 9791-7925
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Acabou a marmelada da renda fixa pagando mais de 1% ao mês, mas os primos do Referenciado DI e Renda Fixa Longo Prazo chegaram para dar um up na rentabilidade dos seus investimentos.

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Neste artigo vou te apresentar essa família, assim você poderá definir com quais deles terá maior afinidade.

Abordaremos:

[tie_list type=”starlist”]

  • O que é um fundo de investimento;
  • Quais são os tipos de fundos de investimentos;
  • Quais os riscos de se investir em fundos de investimentos;
  • Quais os custos de um fundo de investimento;

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O que é um fundo de investimento?

Sabe um prédio, ou um condomínio? Os moradores e o síndico? Então, os fundos de investimento funcionam mais ou menos nessa estrutura.

Os inquilinos ou moradores dos edifícios, são os cotistas do fundo. O sindico do prédio seria como o gestor e administrador do fundo.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Comprar um imóvel de determinado edifício, é o mesmo que comprar cotas de um fundo de investimento, nesta analogia.[/box]

Essas cotas possuem um preço, ou melhor, valor! Esse valor vai se alterando a cada dia, de acordo com as estratégias de investimentos adotadas pelo gestor e a entrada e saída de recursos do fundo. Essa variação diária é o que chamamos de VOLATILIDADE. Alguns fundos variam tão pouco, que mal percebemos que ela existe. Mas nas classes mais arrojadas torna-se evidente, os gráficos de rendimento são quase uma montanha russa.

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Os fundos de investimento são constituídos de dinheiro e ativos (investimentos). Toda vez que alguém entra no fundo, esse patrimônio aumenta, uma vez que mais dinheiro começa a circular dentro dele.[/box]

Cada novo aporte significa mais dinheiro dentro do fundo, que significa mais investimentos. Então a carteira do fundo pode ser expandida, novos ativos podem ser comprados e por aí vai.

Até aqui tudo tranquilo?

Os irmãos, Renda Fixa Referenciado DI e o Renda Fixa Pré Longo Prazo, você já deve conhecer, nem que seja só de vista, mas vamos falar deles aqui também para que você possa compreender as caraterísticas e diferenças de cada um.

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FUNDOS DE INVESMENTOS DE RENDA FIXA

Como o próprio nome diz, os fundos aqui buscam retornos por meio de investimentos em renda fixa. Subdivide em:

[tie_list type=”checklist”]

  • Indexados a um índice, como exemplo os Referenciados DI (indexados ao CDI);
  • Estratégia de Juros, como os fundos Pré Longo Prazo;
  • Crédito privado, que investem em títulos bancários e de instituições privadas;
  • Índice de preços, fundos IPCA, inflação…

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Outros níveis, podem explorar renda fixa no exterior.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS DE AÇÕES

[box type=”note” align=”” class=”” width=””]Fundos que devem possuir, majoritariamente na carteira, ativos de renda variável tais como: ações à vista, bônus ou recibos de subscrição, certificados de depósito de ações, dentre outros.[/box]

O processo de seleção e a forma de negociação dos ativos dessa classe, resultarão na relação risco, retorno e liquidez do fundo. Essas características dão fundamentos às estratégias do gestor e subdividem os fundos de ações e muitas outras classes.

A família é grande, então vamos falar somente dos principais:

[tie_list type=”lightbulb”]

  • Indexados a Índices: Fundos que têm como objetivo replicar as variações de indicadores de referência do mercado de Renda Variável. Ex: Ibovespa, S&P500…
  • Dividendos: Fundos cuja carteira investe em ações de empresas com histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos) consistente ou que, na visão do gestor, apresentem essas perspectivas.
  • Small Caps: Fundos cuja carteira de ações investe, no mínimo, 85% (oitenta e cinco por cento) em ações de empresas que não estejam incluídas entre as 25 maiores participações do IBrX – Índice Brasil, ou seja, ações de empresas com relativamente baixa capitalização de mercado. Os 15% (quinze por cento) remanescentes podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização de mercado, desde que não estejam incluídas entre as dez maiores participações do IBrX – Índice Brasil.
  • Setoriais: Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor ou conjunto de setores afins da economia. Estes fundos devem explicitar em suas políticas de investimento os critérios utilizados para definição dos setores, subsetores ou segmentos elegíveis para aplicação.
  • Livres: Fundos que não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em uma estratégia específica. A parcela em caixa pode ser investida em quaisquer ativos, desde que especificados em regulamento.

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FUNDOS DE INVESTIMENTOS DE MULTIMERCADOS

Duas palavras definem esta classe: liberdade e diversificação.

Os gestores podem admitir estratégias tanto na renda fixa, quanto na variável. Assim como no caso dos fundos de ações, as estratégias inclusas na carteira e as proporções admitidas pelos fundos darão características para outras subclasses. As principais são:

[tie_list type=”thumbup”]

  • Macro: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa, renda variável, câmbio etc.), definindo as estratégias de investimento baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos.
  • Long and Short: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mercado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser proveniente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em caixa devem estar investidos em cotas de fundos Renda Fixa.
  • Juros e Moedas: Fundos que buscam retorno no longo prazo através de investimentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estratégias que impliquem exposição de renda variável (ações etc.).
  • Livre: Fundos que não possuem obrigatoriamente o compromisso de concentração em nenhuma estratégia específica, podendo explorar todas as acima citadas.

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FUNDOS DE INVESTIMENTOS DE CAMBIAL

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]São os fundos que aplicam pelo menos 80% de sua carteira em ativos relacionados direta ou indiretamente a moeda norte-americana ou à europeia. O montante não aplicado em ativos relacionados ao dólar ou ao euro, deve ser aplicado somente em títulos e operações de Renda Fixa (pré ou pós-fixadas a CDI/Selic).[/box]

Entender essas classificações facilitará a identificação dos fundos mais aderentes às suas necessidades, bem como viabilizará a comparabilidade de fundos similares na busca da melhor opção de investimento para você.

Agora vamos falar sobre os riscos que podem estar atrelados a este tipo de aplicação.

RISCO DE CRÉDITO:

Quando falamos que os fundos de investimentos não possuem a garantia do FGC, as pernas da maioria dos investidores tremem. Mas a verdade é que o fato de não tê-lo, não significa que o investimento tornou-se menos seguro.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre somente títulos emitidos por emissores bancários, são eles: CDB, LCA, LCI, LC e Poupança. E por que não aos fundos de investimentos?

[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Por causa da estrutura. Ao aplicar em fundos, estamos comprando uma cota que representa uma parcela da cesta de ativos do fundo. Quando compramos uma renda fixa bancária, estamos emprestando dinheiro ao banco, então sofremos o risco de crédito daquela instituição. Este risco direcional não ocorre nos fundos porque as aplicações são pulverizadas.[/box]

E o que acontece se o fundo de investimento falir?

Nada!

Cada fundo de investimento possui um CNPJ próprio e independente. Em caso de falência do banco ou gestora responsável, a gestão e administração do fundo é transferida para outra instituição, o patrimônio continua intacto e sem prejuízos ao cotistas.

Os fundos de investimentos são supervisionados pelo Banco Central e pela Comissão de Valores (CVM).

RISCO DE MERCADO:

Este risco envolve a volatilidade dos preços dos ativos, o que conversamos lá em cima. Acontecimentos no mundo político econômico e questões particulares que envolvam sócios e empresas podem prejudicar momentaneamente o desempenho dos fundos.

De maneira geral, todo investimento possui risco de mercado. Por isso a diversificação por mais clichê que pareça, é extremamente importante para uma carteira equilibrada.

[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Se você mora em prédio, já sabe que assim como no seu condomínio, existem taxas envolvidas para usufruir dos serviços oferecidos.[/box]

O cotista não precisa se preocupar em analisar os investimentos e tão pouco correr atrás de boas oportunidades. O responsável por isso é o gestor do fundo, juntamente com a administração. Para este serviço será paga uma taxa sobre a rentabilidade gerada, uma vez que ninguém trabalha de graça, correto?

E é aí que está o problema.

As tão famosas taxas de administração podem ser um vilão no seu investimento, por isso se atente a elas.

Vou pegar os grandes bancos para ilustrar essa parte do artigo! Atualmente bancos como Itaú, Bradesco, Santander e etc,

As taxas cobradas nos fundos destas instituições, geralmente são muito altas, para a estratégia que os mesmos empregam.

Estamos falando de fundos DI ou Referenciados. Fundos que não possuem estratégias complexas em ações, ou empregam investimentos mais arriscados.

Tais fundos permanecem próximos dos títulos do Tesouro e de CDB que pagam próximo a 100% do CDI.

E mesmo assim não é difícil encontrar um fundo cobrando até 3% de taxa administrativa ao ano! Pense bem, se um fundo como este consegue um rendimento de 100% do CDI (equivalente a 6,39% ao ano hoje) e cobra 3% de taxa administrativa, provavelmente o investidor não conseguira uma rentabilidade superior a 3,5% ao ano!

[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Lembre-se: o serviço que você está pagando deve condizer com os resultados que está recebendo.[/box]

Utilizando o mesmo exemplo de fundos Referenciados DI. O preço justo da taxa de administração gira em torno de 1%, ou menos. Existem diversos fundos de investimentos no mercado com estas características, que entregará a você rendimentos superiores ao CDI (100% do CDI é a linha d’água que já conhecemos, o mínimo aceitável de um investimento).

Uma vez que conhecemos a família dos fundos de investimentos e os custos e riscos que envolvem estas aplicações, o próximo passo será a escolha dos melhores fundos de investimentos para você.

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Um abraço e até o próximo artigo.