Fundos de investimentos internacionais são opção para diversificação

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Os fundos internacionais têm se destacado nos últimos meses. Isso porque considerando o cenário e a instabilidade política econômica atual, é irracional manter todos os seus investimentos centralizados somente no Brasil. Uma parte da diversificação de sua carteira de investimentos deve estar descorrelacionada com o risco país.

Atualmente, somente 2% de títulos de renda fixa são emitidos no Brasil em relação ao total emitidos ao redor do mundo. Já na renda variável é ainda mais gritante, o Brasil corresponde a somente 1% do mercado acionário global.

Ou seja, o Brasil está para o mundo assim como o Maranhão está para o Brasil, você alocaria todo o seu capital somente no Maranhão? Não desmerecendo a histórica São Luis e os lençóis maranhenses. Mas temos outras oportunidades ao redor do mundo.

Formas de aplicar

Existem algumas formas de investir internacionalmente, cito algumas:

  • Mandar dinheiro para um banco ou corretora no exterior e contar com uma assessoria de investimentos lá fora. Porém, os bancos internacionais exigem um montante inicial relevante, algo próximo de 100 mil dólares dependendo da instituição;
  • Investir em Operações Estruturadas que lhe dão acesso a ações de empresas globais e / ou fundos de investimentos internacionais;
  • Aplicar em BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Em outras palavras, em ações de empresas globais negociadas no Brasil, como Apple, entre outras;
  • Investir por meio de Fundos de Investimentos Internacionais.

Neste texto quero me aprofundar na última forma (fundos de investimento internacionais) pois são os mais comuns. Além disso, você pode ter acesso ao investimento com um capital não tão elevado.

Para introduzir, os Fundo de Investimento é uma modalidade de investimento coletivo. É uma comunhão de recursos sob forma de um condomínio onde os cotistas têm o mesmo interesse e objetivos ao investir, neste caso, diversificação internacional.

Para não me estender, irei detalhar 3 classes de fundos internacionais, que são Renda Fixa, Renda Variável e Cambial.

Renda Fixa

Como o nome já sugere, são os fundos que investem em renda fixa ao redor do mundo, por exemplo, títulos públicos de países emergentes e desenvolvidos, debêntures de empresas globais como Coca-Cola, entre outros.

Estes fundos se utilizam de uma estratégia de proteção cambial, deste modo tem correlação com o CDI e buscam gerar a rentabilidade nos títulos no exterior. Conseguem atrelar rentabilidade acima do CDI e volatilidade próxima de 2%. Cito alguns exemplos:

CDI e volatilidade próxima - gráfico

Renda Variável

Estes fundos também geralmente também proteção cambial para não ficar exposto a variação do Dólar, um exemplo conhecido é o fundo da Western atrelado ao índice S&P500, índice composto pelas 500 maiores empresas norte-americanas.

O fundo em geral se manteve acima do Ibovespa.

Cambial

Por fim e não muito utilizado, existem os fundos cambiais. Estes, diferentemente dos outros, são para quem busca acompanhar a variação de alguma moeda, geralmente o dólar. Cito como exemplo o fundo BTG Pactual Dólar FI Cambial, que tem um longo histórico e alta correlação com a moeda.

Por Thales Barboza