Money Week: Fundos de ações aproveitaram crise para reciclar carteiras

Natalia Gómez
Editora, é jornalista especializada no mercado de investimentos há 17 anos. Formada pela PUC-SP, teve experiências em veículos como Agência Estado, Valor Econômico e Revista Você SA; e na área de comunicação corporativa e relações públicas para instituições financeiras.

Embora tenha sido traumática, a queda no preço das ações ocorrida em março foi uma oportunidade para os fundos de ações reciclarem suas carteiras. Em live realizada hoje, no terceiro dia da Money Week, alguns dos maiores especialistas em ações do Brasil falaram sobre suas estratégias.

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O gerente de portfólio da Alaska Asset Management, Henrique Bredda, e o sócio fundador da Real Investor Cesar Paiva, mostraram estar otimistas sobre a recuperação do mercado.”Na bolsa você tem a elite das empresas, então a recuperação tende a ser mais rápida”, disse Bredda.

Ambos disseram estar mais ocupados olhando as perspectivas de longo prazo das empresas do que os próximos trimestres.

Momento de barganhas

Na Alaska, uma das mudanças feitas durante a crise foi o aumento da exposição às ações da Magazine Luiza (MGLU3) e da Cogna (COGN3).

Já no caso da Real Investor, houve um aumento na exposição a bancos, principalmente o Banco do Brasil (BBAS3). “O BB ficou barato demais para ignorar”, disse Paiva. Além disso, o portfólio do fundo de ações aumentou. Antes, tinha 10 a 15 empresas e passou a ter 25 a 30 empresas.

Outra mudança foi a compra de ações de Aliansce (ALSO3) e aumento de posição em Vale (VALE3).

Foco no longo prazo das ações

Diante das incertezas do curto prazo, os porta-vozes das gestores mostraram estar mais interessados no longo prazo. “Não gastamos tanto tempo olhando o segundo ou terceiro trimestre. Estamos usando como referência o lucro das empresas em 2019 e o que esperamos para 2021 e 2022”, disse Paiva.

Nesta avaliação, a gestora tem optado por empresas que estão bem capitalizadas e preparadas para sair desta fase ainda mais fortes.

A tendência de queda da taxa de juros ajuda a gerar expectativas mais favoráveis para a bolsa. Isso porque o investidor tende a buscar mais alternativas na renda variável daqui para frente.