Fundo cambial: saiba como investir em ativos atrelados a moedas estrangeiras

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Os fundos cambiais são uma das modalidades de fundos de investimentos disponíveis no mercado financeiro.

Esses fundos têm como característica central investir em ativos atrelados a moedas estrangeiras, como o dólar e o euro.

Eles costumam ser mais indicados como hedge para proteger o patrimônio do investidor contra as flutuações do mercado. Sendo assim, eles costumam ser usados por quem pretende fazer uma viagem, curso no exterior ou pagar alguma obrigação em moeda estrangeira, por exemplo.

No entanto, o investidor pode aproveitar as oscilações características desse mercado para surfar a onda e rentabilizar sua carteira.

Contudo, é preciso ter atenção aos riscos envolvidos! Fundos cambiais costumam ser mais indicados para investidores com perfil de moderado a arrojado.

Como funciona o fundo cambial? 

Assim como em qualquer fundo de investimento, o fundo cambial conta com um gestor para escolher e acompanhar os ativos que irão compor a carteira.

Vale destacar que o gestor não aplica diretamente nas moedas estrangeiras. Ou seja, a composição dessa carteira pode ocorrer em títulos referenciados como os contratos futuros.

Além disso, os fundos cambiais funcionam como fundos abertos, de modo que permitem que aportes e resgates sejam realizados a qualquer momento.

Em função disso, o procedimento para entrar e sair desses fundos costuma ser simples, mas, ainda assim, suas regras devem ser consideradas.

No que diz respeito à tributação, os fundos cambiais seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda (IR). Nesse sentido, a alíquota varia conforme o prazo de duração do investimento, indo de 22,5% para prazo de até 180 dias até 15% para mais de 720 dias.

O cotista de um fundo cambial deve ficar alerta também para a taxa referente ao come-cotas — uma antecipação semestral do IR.

Neste caso, é cobrado um percentual de até 20% de Imposto de Renda sobre os rendimentos a cada seis meses, descontando diretamente em suas cotas.

Além disso, os fundos cambiais aplicam a cobrança de uma taxa de administração que costuma variar entre 1% e 3% e é calculada sobre o patrimônio administrado. O objetivo da referida taxa é remunerar o gestor do fundo pelos serviços prestados.

Onde o fundo cambial pode investir? 

Os fundos cambiais têm por obrigação legal investir no mínimo 80% dos recursos em ativos relacionados a moedas estrangeiras, como o dólar ou o euro.

O restante da carteira pode ser destinado a qualquer outro investimento, mas, normalmente, ele é aplicado em opções mais conservadoras, como títulos de renda fixa prefixada ou indexada à Selic.

Um fator importante que você precisa levar em consideração: embora esses fundos tenham a rentabilidade atrelada à variação de uma moeda estrangeira, os aportes e resgates são sempre feitos em reais.

Quais são os riscos envolvidos em um fundo cambial? 

Em primeiro lugar, o investidor precisa ter em mente que os fundos cambiais costumam ser mais arriscados que os demais fundos.

Isso acontece porque eles estão sujeitos ao risco de flutuação da moeda estrangeira em relação ao real.

Diante desse contexto, um fundo cambial de dólar fica exposto à volatilidade da moeda norte-americana, enquanto um fundo de euro se expõe à volatilidade da moeda europeia.

Apesar dele proporcionar bons ganhos em momentos de crises financeiras, o câmbio é um dos indicadores econômicos que o mercado tem mais dificuldade de prever.

Dessa forma, investir em fundos cambiais com o intuito exclusivo de lucrar com a valorização da moeda costuma ser uma operação que envolve muito risco.

Por conta disso, essa estratégia costuma ser mais bem tolerada por investidores com perfil moderado e arrojado. Por outro lado, quando o foco é proteger a carteira das variações decorrentes do câmbio, o risco tende a ser menor, já que o objetivo está voltado para um horizonte de tempo maior.

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